30 de junho de 2026

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Mercado de arquitetura vai crescer e exige prédios mais eficientes

Economia Arquitetura 30/06/2026 13:28 Matheus Petter, Rotas Comunicação

O mercado global de serviços de arquitetura deve crescer de US$ 411 bilhões em 2025 para US$ 605 bilhões até 2033. Esse aumento é impulsionado pela urbanização rápida, pela busca por projetos sustentáveis e inteligentes, e pela demanda por mais qualidade de vida nas cidades. Em Balneário Camboriú (SC), um exemplo disso é o Auris Residenze, primeiro prédio residencial do Brasil assinado pelo escritório italiano Archea Associati. O projeto usa o conceito de 'edifício-árvore', com fachada que integra a natureza, melhor conforto térmico e redução de até 42% no uso de ar-condicionado.

O mercado global de serviços de arquitetura foi estimado em US$ 411,67 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 605,62 bilhões até 2033, com crescimento médio anual de 5%, segundo relatório da Grand View Research. O avanço é sustentado pelo aumento das atividades de construção no mundo, pela urbanização em países em desenvolvimento, como o Brasil, e pela maior demanda por serviços como planejamento urbano, gestão de projetos, design de interiores, planejamento de espaços e desenvolvimento de projetos arquitetônicos. No setor residencial, essa demanda também começa a se refletir em empreendimentos que combinam arquitetura autoral e engenharia de desempenho, como o projeto do "edifício-árvore" em Balneário Camboriú, assinado pelo escritório italiano Archea Associati, que marca a entrada do grupo em residenciais no Brasil e aposta na integração entre natureza, eficiência energética e ambiente urbano denso.

  • O mercado de arquitetura deve crescer 5% ao ano até 2033, chegando a US$ 605 bilhões.
  • Em Balneário Camboriú, um prédio chamado Auris Residenze foi projetado como um "edifício-árvore", com plantas na fachada.
  • O projeto reduz em até 42% o uso de ar-condicionado e em 26% o consumo de energia.
  • O escritório italiano Archea Associati, que já fez estádios e pontes famosas, assina o projeto.
  • O prédio terá sistemas de reaproveitamento de água e renovação do ar, buscando certificações internacionais de sustentabilidade.

Para Cláudio Fischer, CEO do Fischer Group, empresa responsável pela construção do Auris Residenze, o crescimento global do mercado de arquitetura reflete uma mudança no comportamento das cidades e também dos moradores. "A arquitetura deixou de ser apenas estética para assumir um papel ligado à qualidade de vida, eficiência e relação com o ambiente urbano. Hoje, existe uma preocupação crescente com conforto térmico, qualidade do ar, iluminação natural e integração com a natureza, especialmente em cidades mais densas. O Auris nasce justamente dessa reflexão sobre como a arquitetura pode melhorar a experiência de morar", afirma.

Desenvolvido pelo escritório italiano Archea Associati, um dos mais reconhecidos da Europa e responsável por projetos como a Arena Kombëtare, na Albânia, e a Kiss Bridge, no Vietnã, o Auris Residenze foi concebido a partir da ideia de reconectar Balneário Camboriú à natureza em meio ao cenário de forte verticalização da cidade. O conceito arquitetônico propõe um edifício que funcione como um "organismo vivo", com fachada biofílica, brises em concreto pigmentado no tom terracota e jardineiras integradas à estrutura, que criam uma espécie de filtro verde entre os apartamentos e a paisagem urbana.

Eficiência Energética e Sustentabilidade

Além do apelo visual, a arquitetura do "edifício-árvore" também foi pensada para desempenho ambiental e eficiência energética. A fachada e a orientação da torre foram projetadas para melhorar o conforto térmico e reduzir a incidência solar direta, diminuindo em até 42% o uso de ar-condicionado e em 26% o consumo de energia, segundo dados do projeto. O empreendimento também prevê reaproveitamento de águas cinzas e pluviais, renovação automatizada do ar e integração de vegetação em diferentes pontos da estrutura, alinhando soluções de engenharia às certificações internacionais WELL e LEED.

Um Novo Modelo de Morar

"Nosso objetivo é mostrar que um edifício pode dialogar melhor com a cidade, com o clima e com as pessoas. Em Balneário Camboriú, onde a verticalização é uma realidade consolidada, entendemos que a arquitetura precisa avançar para entregar mais conforto, eficiência e qualidade ambiental. O Auris foi pensado para ser uma resposta a esse novo momento da construção civil, em que morar bem também significa viver em um espaço mais saudável, inteligente e conectado à natureza", conclui Fischer.