O governo federal mudou as regras do empréstimo consignado para trabalhadores com carteira assinada. Agora, o saldo do FGTS pode ser usado como garantia, o que deve baixar os juros para até 1,99% ao mês. O dinheiro do FGTS não é sacado na hora, ele só é usado se a pessoa não pagar a dívida.
O governo federal alterou as regras do Consignado CLT, que é o empréstimo para quem tem carteira assinada, para permitir o uso do FGTS como garantia. A expectativa é que essa medida reduza os juros, que agora são limitados a 1,99% ao mês.
Pelas novas regras, o trabalhador pode usar até 10% do saldo do FGTS como garantia se escolher o saque-rescisão. Também é possível oferecer ao banco outras duas garantias: 35% das verbas rescisórias (pagas na demissão) ou até 100% da multa do FGTS paga pelo empregador na demissão.
- Os juros caíram de 3,62% para no máximo 1,99% ao mês, o que barateia o empréstimo.
- O dinheiro do FGTS não é sacado no momento da contratação, ele só é usado se a pessoa deixar de pagar.
- Se a contratação for feita pela Carteira de Trabalho Digital, o FGTS cobre 100% da dívida; pelos bancos, cobre 50%.
- Mais de 10 milhões de trabalhadores já pegaram R$ 133 bilhões emprestados desde março de 2025.
- Trabalhadores informais não podem contratar esse empréstimo, apenas quem é CLT.
Se a contratação do consignado for feita pela Carteira de Trabalho Digital, é possível usar o FGTS para cobrir 100% da dívida. Se o profissional fizer a contratação por meio dos bancos, esse percentual cai para 50%.
As novidades foram anunciadas na manhã desta segunda-feira (29), durante o lançamento de mais uma fase do Desenrola Brasil, o Desenrola Adimplentes. A modalidade já está disponível desde a última sexta (26), segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Quem pode contratar o Consignado CLT
Trabalhadores contratados pela CLT podem contratar o Consignado do Trabalho, que é um empréstimo pago com desconto direto na folha de pagamento. Antes, a garantia era apenas o salário. Agora, o FGTS também pode ser usado como garantia.
Como funciona o uso do FGTS no empréstimo
O FGTS pode ser usado como garantia, mas o uso é limitado. Pela Carteira de Trabalho Digital, o fundo cobre 100% da dívida. Pelos bancos, cobre 50%. O trabalhador pode escolher entre as seguintes garantias:
- Uso de 35% das verbas rescisórias pagas na demissão.
- Até 10% do saldo do FGTS para quem optar pelo saque-rescisão.
- Até 100% da multa do FGTS paga pelo empregador na demissão.
Vou perder o saldo do FGTS ao contratar o crédito
Não. O saldo não é sacado na hora. Ele só será usado se o trabalhador ficar inadimplente, ou seja, se não pagar a dívida. O Ministério reforça que não há saque automático do FGTS.
Como contratar o novo Consignado CLT
A contratação pode ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou por bancos participantes. Pelo app, é preciso acessar a opção 'Crédito do Trabalhador', simular o empréstimo e solicitar propostas.
Qual será o limite da taxa de juros
Com a garantia do FGTS, os juros serão limitados a 1,99% ao mês. Antes, a média era de 3,62% ao mês.
Trabalhadores informais podem contratar essa modalidade
Não. O Crédito do Trabalhador é só para quem tem carteira assinada. O governo tem outras opções para informais, como o Desenrola Brasil.
Por que o governo permitiu o uso do FGTS como garantia
Antes, os bancos não tinham garantia de receber o dinheiro se o trabalhador fosse demitido. Com o FGTS como garantia, o risco cai, e os juros podem ser menores e mais vantajosos.
O novo Consignado substituiu outros tipos de crédito
Não. Ele é mais uma opção. O trabalhador pode continuar usando outros tipos de empréstimo, mas deve comparar os juros antes de escolher.

Shutterstock


