O INSS divulgou as regras para se aposentar em 2026. O valor mínimo que um aposentado pode receber é de R$ 1.621. Para ter direito a esse valor, é preciso cumprir alguns requisitos, como idade mínima e tempo de contribuição. As regras mudaram depois da Reforma da Previdência de 2019, e existem diferentes formas de calcular quando você pode se aposentar.
As regras para se aposentar pelo INSS ainda geram muitas dúvidas entre os brasileiros. Em 2026, muitos querem saber qual a idade mínima para pedir o benefício e receber valores a partir de R$ 1.621, que é o valor mínimo pago pela Previdência neste ano. A resposta depende da regra que se aplica a cada trabalhador.
- A idade mínima para mulheres em 2026 é de 59 anos e 6 meses, com 30 anos de contribuição.
- A idade mínima para homens em 2026 é de 64 anos e 6 meses, com 35 anos de contribuição.
- Existe a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição: 93 pontos para mulheres e 103 para homens.
- Há também as regras de pedágio (50% e 100%) para quem já estava perto de se aposentar em 2019.
- O valor de R$ 1.621 é o piso previdenciário de 2026, baseado no salário mínimo.
Quem já contribuía para a Previdência antes da Reforma de 2019 se enquadra nas regras de transição. Essas regras foram criadas para amenizar as mudanças para quem estava perto de se aposentar. Cada uma tem critérios diferentes de idade, tempo de contribuição e pontuação.
Regra da idade mínima progressiva
Em 2026, uma das principais mudanças é na regra da idade mínima progressiva. Nessa modalidade, o tempo mínimo de contribuição continua o mesmo, mas a idade exigida aumenta seis meses em relação ao ano anterior. As mulheres precisam ter 59 anos e 6 meses de idade e, no mínimo, 30 anos de contribuição. Os homens precisam ter 64 anos e 6 meses de idade e, no mínimo, 35 anos de contribuição.
Para quem valem essas regras
Essas exigências valem para os segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Esse regime inclui trabalhadores da iniciativa privada, empregados com carteira assinada, contribuintes individuais, autônomos, trabalhadores domésticos e outros segurados que financiam o INSS. É esse regime que garante o pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios para a maioria da população.
Regra dos pontos
Outra opção é a regra dos pontos. Nela, soma-se a idade e o tempo de contribuição do segurado. Em 2026, as mulheres precisam de 93 pontos e os homens, 103 pontos. Mesmo com a pontuação, é obrigatório cumprir o tempo mínimo de contribuição: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. A pontuação necessária aumenta aos poucos, seguindo o cronograma da reforma.
Pedágio de 50% e 100%
Outra possibilidade é o pedágio. A modalidade de 50% é para quem, em novembro de 2019, estava a até dois anos de completar o tempo necessário para se aposentar. Nesse caso, a pessoa precisa trabalhar o período que faltava mais a metade desse tempo, sem exigência de idade mínima.
Já o pedágio de 100% exige que o segurado cumpra exatamente o dobro do tempo que faltava em 2019 para ter direito à aposentadoria. Nessa regra, as idades mínimas são fixas: 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, sem mudanças anuais.
Valor do benefício
O valor de R$ 1.621 é o piso previdenciário de 2026, ou seja, o menor benefício pago pelo INSS para aposentadorias que seguem o salário mínimo. Quem cumprir os requisitos de alguma regra pode receber a partir desse valor. O valor final pode ser maior, dependendo do histórico salarial e do tempo de contribuição da pessoa.
Como simular sua aposentadoria
Para quem ainda tem dúvidas sobre qual regra se aplica, o Meu INSS tem um simulador oficial. A plataforma, disponível na internet e por aplicativo, permite consultar o histórico de contribuições, emitir extratos, agendar atendimentos e simular a aposentadoria. O acesso é feito com CPF e senha da conta gov.br. A ferramenta não concede o benefício automaticamente, mas ajuda a pessoa a saber quanto falta para se aposentar e qual regra está mais perto da sua realidade.
As mudanças previstas para 2026 fazem parte do cronograma da Reforma da Previdência e mostram como é importante acompanhar o extrato previdenciário. Verificar os vínculos de trabalho, o tempo de contribuição e entender as regras atuais pode evitar erros que atrasem a concessão da aposentadoria.

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