O número de brasileiros que usam o Pix com frequência cresceu 71% e já chega a 70 milhões. As transações pelo celular dominam o país, e os bancos estão investindo pesado em segurança digital, inteligência artificial e armazenamento em nuvem para se proteger de golpes.
O número de usuários que usa o Pix com frequência, aqueles que fazem em média 30 transações por mês, chegou a 70 milhões de pessoas físicas no ano passado. Esse número é 71% maior do que o registrado em 2024, que era de 41 milhões. Os dados são de uma pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em parceria com a consultoria Deloitte.
- 70 milhões de pessoas usam o Pix com frequência, um aumento de 71% em um ano.
- Celulares são responsáveis por 78% de todas as transações bancárias do país.
- Bancos investiram R$ 16,8 bilhões em tecnologia em 2025.
- Cibersegurança, inteligência artificial e armazenamento em nuvem são as prioridades dos bancos.
- Mais de 226 mil bancários receberam treinamentos de tecnologia no último ano.
Para as empresas, o critério de 'usuário pesado' é para quem faz pelo menos 50 movimentações por mês com a tecnologia. Em 2025, 3,7 milhões de empresas se encaixaram nessa definição, contra 2,4 milhões no ano anterior, um aumento de 54%.
O diretor executivo de inovação da Febraban, Ivan Mósca, disse que o avanço do Pix se deve ao aumento das formas de pagamento. 'Ainda há espaço para novas soluções e a velocidade de avanços e ampliação de serviços é surpreendente', afirmou.
Segundo ele, ferramentas recentes como o Pix automático (que pode ser programado), o Pix cobrança (usado para substituir boletos) e o Pix por aproximação (disponível em carteiras digitais e usado em maquininhas) indicam que o crescimento desse tipo de transação vai continuar.
A 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária mostra que a relação dos brasileiros com os bancos é cada vez mais virtual. De acordo com o levantamento, 83% das transações bancárias em 2025 foram feitas por canais digitais, sendo que 78% ocorreram via aplicativo para celular.
Celular domina as transações
Isso significa que 187,5 bilhões de operações, com ou sem movimentação financeira, aconteceram em dispositivos móveis, 24,5 bilhões a mais do que em 2024.
Um dos reflexos da digitalização da relação entre bancos e clientes é o aumento nos investimentos das instituições financeiras em tecnologia. De acordo com a pesquisa, os bancos investiram R$ 16,8 bilhões e tiveram R$ 30 bilhões em despesas nessa área em 2025.
Segurança é prioridade
As prioridades dos 25 bancos ouvidos pela pesquisa são cibersegurança, inteligência artificial e armazenamento em nuvem. No caso da primeira, 95% veem a educação e conscientização dos colaboradores como elemento de diferenciação e 77% citam prevenção de risco e detecção de ameaças como formas de usar IA para fortalecer a segurança.
Rodrigo Molinari, diretor da Febraban responsável pela pesquisa, vê a formação e capacitação de pessoas como elemento central de cibersegurança. Ele afirma que o sistema bancário digital é seguro e o reflexo disso é o aumento de utilizações para movimentações financeiras.
No ano passado, cerca de 226,1 mil bancários receberam treinamentos de tecnologia e 33 mil foram treinados sobre segurança cibernética, de acordo com a pesquisa. Além disso, 11% dos profissionais do setor são da área de TI (tecnologia da informação).
Para Ivan Mósca, o investimento em tecnologia deve buscar a proteção dos recursos. A inovação em segurança, afirma, deve manter a velocidade para que os bancos estejam à frente dos criminosos e sejam capazes de proteger recursos próprios e dos clientes.

Agência Brasil / Bruno Peres


