24 de junho de 2026

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Franquias financeiras: uma saída inteligente para empreender mesmo com juros altos

Economia Franquias 24/06/2026 15:31 Carolina Lara (Lara Comunicação)

Com o crédito caro e a economia apertada, muitos empreendedores estão escolhendo franquias financeiras para montar seus negócios. Esses modelos são mais baratos de operar, fáceis de escalar e atendem à crescente demanda por planejamento financeiro e consórcios, ajudando quem quer fugir dos riscos de montar um negócio do zero.

Enquanto o crédito mais caro aperta o bolso de consumidores e empresas, as franquias financeiras estão crescendo como uma opção para quem quer empreender. Esse tipo de negócio é mais enxuto e pode crescer com mais facilidade. O movimento acompanha a expansão do franchising no Brasil, que faturou R$ 273 bilhões em 2025, um aumento de 13,5%, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No setor de Serviços e Outros Negócios, onde ficam as operações financeiras e consultorias, o crescimento foi de 13,2%. Isso mostra que modelos diferentes dos tradicionais estão ganhando espaço mesmo com a economia mais cautelosa.

  • Em 2025, o franchising brasileiro faturou R$ 273 bilhões, alta de 13,5%.
  • O segmento de serviços e finanças cresceu 13,2%, mostrando a força das franquias financeiras.
  • Com juros altos, o consumidor busca alternativas como consórcios para planejar a compra de bens.
  • Franquias financeiras precisam de menos estrutura e oferecem maior previsibilidade de lucro.
  • A FVL Consórcios planeja abrir 60 franquias até 2026, apostando na escala do modelo.

Para Carlos Fuzinelli, CEO e cofundador da FVL Consórcios, empresa que ajuda na compra de bens por meio de consórcios, a situação econômica mudou o perfil de quem quer abrir um negócio. Para ele, o interesse por franquias financeiras mostra que os empreendedores estão mais práticos e buscam modelos que exijam menos estrutura e deem mais previsibilidade.

"Em momentos de juros altos e cautela, o empreendedor olha com mais atenção para negócios menos complicados, que podem crescer de verdade. As franquias financeiras entram nesse radar porque combinam demanda que se repete com uma estrutura mais enxuta", afirma.

O avanço desse tipo de negócio também acompanha mudanças no jeito como o brasileiro lida com o dinheiro. Como o crédito tradicional está mais caro e as pessoas estão com mais medo de se endividar, soluções como planejamento financeiro e consórcios ganharam espaço. Isso criou um ambiente bom para negócios que atendem a essa demanda.

Dados do Banco Central mostram que a taxa média de juros nas concessões de crédito livre para pessoas físicas continua alta, fazendo os consumidores ficarem mais cautelosos e pressionando suas decisões financeiras.

Na avaliação de Fuzinelli, esse movimento vai além de simplesmente escolher uma franquia. "O empreendedor hoje está mais seletivo. Não basta abrir um negócio qualquer. Há uma preocupação maior com a sustentabilidade da operação, a possibilidade de crescer e o retorno sobre o investimento. Isso favorece formatos estruturados, com método testado e suporte comercial."

A FVL segue esse caminho em sua expansão. A marca aposta na padronização do atendimento e no suporte aos franqueados para tentar trazer mais estabilidade e menos sustos no dia a dia do negócio.

"Existe também uma mudança importante no próprio conceito de empreendedorismo. Muitos empresários pararam de associar crescimento apenas a operações físicas grandes e passaram a valorizar negócios baseados em relacionamento, consultoria e inteligência comercial. Esse é um movimento que deve continuar enquanto a economia exigir decisões mais cautelosas", diz.

Carlos Fuzinelli é CEO e cofundador da FVL Consórcios e atua há mais de 15 anos no mercado de consórcios. Na empresa, ele lidera o crescimento, a inovação comercial e a expansão nacional, com destaque para o modelo de franquias, que é estratégico para aumentar a presença da marca no Brasil. Sob sua gestão, a FVL projeta abrir 60 franquias até o final de 2026.