A reputação das empresas está afetando diretamente os lucros, com 33% das companhias brasileiras já sentindo esse impacto. Uma pesquisa mostra que a boa imagem corporativa, a confiança dos clientes e a credibilidade geram mais vendas e atraem talentos. Além disso, 7 em cada 10 empresas já perceberam que investir em relações públicas (PR) ajuda nos negócios em 2025. Mesmo assim, muitas ainda não gerenciam a reputação de forma estratégica, perdendo oportunidades de crescer.
A reputação deixou de ser apenas uma questão de imagem e passou a afetar diretamente o dinheiro das empresas. Ela influencia as vendas, os custos para conquistar clientes, a permanência dos funcionários e, no final, o valor da companhia no mercado. Porém, muitas empresas ainda não tratam a reputação como um risco real e não a integram nas suas decisões mais importantes. Essa falta de alinhamento foi descoberta por uma pesquisa feita pela MOTIM, uma agência que cuida da reputação de empresas.
Segundo o levantamento, 7 em cada 10 empresas brasileiras já notaram um efeito positivo das relações públicas (PR) em 2025. Destas, 33% afirmam que a área de PR gerou um impacto direto nos resultados do negócio, indo além das métricas tradicionais de comunicação, como o número de notícias publicadas.
- A reputação influencia diretamente o lucro, o custo para atrair clientes e a retenção de funcionários.
- 7 em cada 10 empresas já perceberam o impacto positivo do PR (relações públicas) nos negócios.
- 33% das companhias afirmam que o PR gerou resultados diretos, como mais vendas e maior valor de mercado.
- Apesar disso, poucas empresas integram a gestão da reputação com as áreas de estratégia e finanças.
- Nenhuma empresa que usa PR pretende reduzir o investimento em 2026, e algumas vão até aumentar os gastos com a marca.
Isso mostra que coisas que não se podem tocar, como reputação, confiança e autoridade, deixaram de ser apenas um apoio para a marca. Agora, elas se tornaram uma ferramenta para gerar resultados. Na prática, esses elementos ajudam a aumentar a receita, melhorar as vendas, manter os clientes e atrair bons profissionais, tudo que é essencial para uma empresa ser competitiva.
"Existe uma grande diferença entre o impacto que a reputação já tem nos resultados e o espaço que ela ocupa nas decisões importantes. Num mercado que depende muito da confiança, empresas com pouca credibilidade têm mais dificuldade para conseguir investimentos, manter talentos e conquistar clientes, especialmente em vendas complicadas, onde a percepção e a confiança influenciam a compra", explica Gabriel Oliveira, CEO da MOTIM.
Mesmo com essa evolução na percepção, a forma de gerenciar a reputação não acompanhou a mudança. Muitas empresas ainda não conectam a comunicação com a estratégia e o financeiro. Isso limita a capacidade de usar a reputação para crescer de forma previsível ou para diminuir riscos.
Por outro lado, a forma como as empresas investem mostra que elas estão amadurecendo. Nenhuma das empresas que já usam PR pretende reduzir os gastos em 2026. Algumas até decidiram aumentar a parte do orçamento de marketing dedicada à marca. Isso sugere que o mercado já superou a dúvida sobre a importância do PR e agora enfrenta o desafio de estruturar a governança, a medição e a integração da reputação ao negócio.
O desafio fica ainda maior num ambiente onde as informações se espalham muito rápido e as empresas estão muito expostas. Uma notícia pode mudar a percepção sobre uma marca ou seus líderes num instante.
"A maioria das empresas ainda age de forma reativa em relação à reputação, investindo às pressas para evitar crises. Mas, se investissem o mesmo valor de forma consistente e preventiva, poderiam aumentar o nível de reputação e autoridade da marca, fortalecendo sua posição perante parceiros, clientes, funcionários e investidores", completa Oliveira.
Outro ponto crítico é a medição. Sem métricas ligadas aos indicadores do negócio, a reputação fica isolada. Isso impede que ela seja gerenciada ativamente e usada nas decisões. Como consequência, as empresas perdem oportunidades de gerar valor e continuam expostas a riscos que já poderiam ter sido previstos.
"Ter visibilidade sem direcionamento não gera resultado. O que realmente impacta o negócio é a capacidade de influenciar a percepção de forma consistente e alinhada à estratégia. Quando isso acontece, a reputação deixa de ser algo intangível e se torna uma ferramenta concreta para o crescimento", conclui o CEO.
Fundada em 2016, a MOTIM é uma agência estratégica de relações públicas que transforma reputação em uma alavanca de crescimento para marcas inovadoras. A empresa cria narrativas que conectam posicionamento, relevância e negócio, combinando áreas de relações públicas, conteúdo de marca e liderança de pensamento. Com clientes importantes em seus setores, como Conta Simples, Liv Up e TotalPass, a agência ajuda organizações e líderes a fortalecer sua autoridade, percepção e confiança em mercados cada vez mais complexos.

Izabelly Naressi, PR specialist da MOTIM


