Descubra como o programa de jovem aprendiz pode ajudar sua empresa a formar talentos, reduzir custos e ainda gerar um grande impacto social. Veja dicas práticas de uma especialista no assunto.
Embora a contratação de aprendizes seja uma regra já conhecida, a forma como as empresas encaram esse processo mudou. Mais do que cumprir uma obrigação, investir na formação de jovens dentro de casa se tornou um grande diferencial para encontrar talentos que realmente se encaixam na cultura da empresa.
- No primeiro semestre de 2025, foram quase 70 mil novas contratações de aprendizes no Brasil, um aumento de 18,6% em relação ao ano anterior.
- Atualmente, já são mais de 685 mil jovens trabalhando como aprendizes no país.
- Quem passa pelo programa tem 10% a mais de chance de conseguir um emprego formal no futuro.
- A renda desses profissionais na fase adulta pode ser até 35% maior.
- O FGTS do aprendiz é de apenas 2%, enquanto o normal é de 8%, o que reduz os custos para a empresa.
No primeiro semestre de 2025, foram quase 70 mil novas contratações de aprendizes no Brasil, um crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior. Hoje, já são mais de 685 mil jovens nessa atividade.
"Temos visto cada vez mais empresas que efetivam e continuam aproveitando o talento do jovem após o fim da aprendizagem", diz Ana Carolina Krentzenstein, gerente de Recrutamento e Seleção na Companhia de Estágios. E o impacto vai além do negócio, já que o programa abre portas, reduz o abandono escolar e permite que os jovens aprendam na prática enquanto começam a construir sua independência financeira.
A seguir, veja cinco razões para tratar a aprendizagem como estratégia, e não apenas como obrigação.
1. Formação de um time de talentos sob medida
Ao contratar um aprendiz, sua empresa passa a contar com alguém em sua primeira experiência profissional. Isso permite ensinar as habilidades certas e transmitir a cultura da empresa sem os vícios de experiências anteriores. O jovem trabalha até 8 horas por dia (ou até 6 horas, se ainda não terminou o Ensino Fundamental), sendo quatro dias na empresa e um em um curso teórico ligado à sua área de atuação. O resultado é uma equipe sólida de talentos que já conhecem o trabalho e chegam prontos para contribuir.
2. Impacto social e chance de mudar vidas
Investir em aprendizagem é transformar realidades. Segundo o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), quem participa do programa tem 10 pontos percentuais a mais de chance de conseguir um emprego formal no futuro. Além disso, a renda desses profissionais na fase adulta pode ser até 35% maior. Sua empresa deixa de ser apenas um local de trabalho e se torna um agente real de mudança social e responsabilidade.
3. Eficiência no investimento em talentos
O programa de aprendizagem torna o investimento em novos profissionais mais econômico. Pela lei, o FGTS dos aprendizes é de 2% (em vez dos 8% tradicionais), e o valor da hora trabalhada é baseado no salário mínimo. Na prática, isso permite que a empresa forme mais talentos com um custo menor. O RH consegue investir em desenvolvimento, testar perfis e planejar substituições com mais segurança, sem deixar de lado a responsabilidade social.
4. Agilidade com novos modelos de trabalho
Com a chegada da Geração Alfa (nascidos a partir de 2010), o RH vive um momento histórico: a convivência de cinco gerações ao mesmo tempo. O aprendiz traz o olhar novo e fresco necessário para essa integração e para a inovação do negócio. O jovem de hoje busca flexibilidade. Tendências como jornadas de trabalho mais curtas, de até 6 horas, permitem que ele concilie os estudos com a vida profissional de forma saudável. Essa rotina menos rígida ajuda a atrair jovens que valorizam o equilíbrio, seja no modelo híbrido ou home office, e ajuda a testar novas possibilidades e renovar os processos internos da empresa.
5. Fortalecimento da marca da empresa
Investir em aprendizagem também melhora a imagem da empresa para quem está entrando no mercado. Programas bem organizados, com planos de desenvolvimento, acompanhamento próximo e regras claras de crescimento, mostram um compromisso real com a formação de pessoas. Quando o jovem tem uma boa experiência, com integração consistente, chefia acessível e feedbacks frequentes, ele tende a se tornar um promotor espontâneo da marca. Isso ganha ainda mais força hoje, pois essa geração é muito ativa nas redes sociais e costuma compartilhar suas experiências profissionais.
Para se aprofundar nas mudanças e regras da aprendizagem, a Companhia de Estágios lançou o novo Ebook Lei da Aprendizagem 2026. O material é gratuito e pode ser acessado em https://ciadeestagioscrm.ac-page.com/lei-do-jovem-aprendiz-2026.

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