Investidores que compraram títulos de dívida da Raízen concordaram com o plano de recuperação da empresa. A proposta foi aprovada por unanimidade em uma reunião, e os credores rejeitaram novas pausas nas negociações.
Investidores que compraram títulos de dívida da Raízen aprovaram o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela empresa. A decisão foi tomada em uma reunião na terça-feira (16), de acordo com um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Participaram da votação os investidores que possuíam 48,58% dos títulos em circulação. Entre eles estavam fundos administrados por grandes instituições, como Porto Seguro Investimentos, Paramis Investimentos, BTG Pactual Asset Management, Citibank e Lift Capital.
- A Raízen pediu recuperação extrajudicial em março de 2026 para renegociar suas dívidas.
- A quarta emissão de debêntures foi aprovada por todos os credores presentes na reunião.
- Os credores rejeitaram a ideia de adiar a decisão para uma nova assembleia.
- O agente fiduciário, que representa os credores, já havia aderido formalmente ao plano antes da votação.
- A dívida poderia ter vencido antes do prazo por causa do pedido de recuperação, mas o plano resolveu a situação.
O pedido de recuperação extrajudicial fez com que a dívida dos títulos vencesse antes do prazo original, ou seja, o dinheiro poderia ser cobrado na hora. Por isso, os investidores foram chamados para analisar a proposta da empresa e decidir como agir.
Os debenturistas também confirmaram a adesão formal do agente fiduciário ao plano, que já havia sido feita com base em uma orientação dada em uma reunião no dia 3 de junho.
Os credores rejeitaram a possibilidade de uma nova pausa na assembleia para discutir o assunto depois. Segundo a ata, eles entenderam que não era preciso fazer novas reuniões sobre o plano naquele momento.

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