Um homem que trabalhava no Grupo Amaggi usou o dinheiro da rescisão do contrato para investir em um esquema de pirâmide financeira. Ele perdeu R$ 35 mil e teve que voltar a morar com a mãe. A Justiça de Cuiabá mandou o grupo Sbaraini devolver R$ 61 mil para ele.
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, do Fórum de Cuiabá, decidiu que o grupo Sbaraini deve devolver R$ 61 mil para uma vítima. Esse grupo foi alvo da Polícia Federal na operação Ouranós, que investiga golpes financeiros e pirâmides. As empresas condenadas são Sbaraini Administradora de Capitais Ltda, Sbaraini Capital Ltda e Sbaraini Securitizadora S.A.
- A vítima era funcionário do Grupo Amaggi e usou o dinheiro da rescisão para investir.
- Ele investiu R$ 35 mil em junho de 2023 e, em dezembro, a conta já mostrava R$ 51 mil.
- Esse lucro muito alto é um sinal clássico de golpe de pirâmide.
- O grupo Sbaraini foi alvo da PF por movimentar mais de R$ 1 bilhão.
- A Justiça mandou devolver R$ 51 mil e pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais.
Uma empresa chamada Triângulo Capital, que ajudava o grupo Sbaraini, também foi condenada. A vítima disse que foi abordada muitas vezes por essa empresa, que se apresentou como representante do grupo Sbaraini. Ele conta que, em dezembro de 2023, o saldo na plataforma digital já era de R$ 51.455,00.
O que é uma pirâmide financeira
Golpes de pirâmide prometem lucros muito altos que seriam impossíveis em investimentos seguros. Eles vendem a ideia de que o dinheiro rende muito, mas na verdade usam o dinheiro de novos investidores para pagar os antigos. Assim, a pirâmide quebra quando não entram mais pessoas.
A vítima conta que, depois de perder o dinheiro, teve que voltar a morar com a mãe, junto com as filhas. Ele procurou a Justiça depois que um bloqueio judicial do grupo Sbaraini, feito pela operação Ouranós, impediu que ele sacasse o dinheiro que achava que tinha.
A decisão da Justiça
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cível de Cuiabá, concordou que o grupo Sbaraini deve devolver todo o dinheiro. A decisão foi publicada na quarta-feira, 10 de junho de 2026. Além de devolver R$ 51.455,00, o grupo também terá que pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais.
Na decisão, a juíza afirmou que o grupo operava de forma ilegal, captando dinheiro de pessoas sem autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eles ofereciam contratos de investimento coletivo sem registro, o que é proibido por lei.
A operação Ouranós
A Polícia Federal investiga o grupo Sbaraini desde a operação Ouranós. O objetivo é desarticular uma organização criminosa que funcionava como uma pirâmide financeira. Eles captaram mais de R$ 1 bilhão de cerca de 7 mil investidores em 17 estados brasileiros e no exterior.
As investigações mostram que o grupo oferecia contratos de investimento em criptomoedas, com promessas de lucros fixos e variáveis. No entanto, não tinham nenhuma autorização para isso. O dinheiro era transferido para várias contas de laranjas, numa tentativa de esconder o patrimônio.
Os investigadores descobriram que o grupo usava um sistema de "centrifugação de dinheiro", com várias contas de laranjas e transferências fracionadas, para dificultar o rastreamento do dinheiro ilegal.

null


