13 de junho de 2026

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Petróleo cai forte e fica abaixo de US$ 90 pela primeira vez em um mês e meio

Economia Petróleo 10/06/2026 10:07 Folhapress noticiasaominuto.com.br

O preço do petróleo caiu quase 5% nesta terça-feira (9), chegando a ser vendido por menos de US$ 90 o barril. Isso aconteceu depois que Israel e Irã pararam de se atacar. O barril chegou a US$ 89,61, o valor mais baixo desde abril. Depois, subiu um pouco e foi para US$ 91,62.

FERNANDO NARAZAKISÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O preço do petróleo voltou a ficar abaixo de US$ 90 após um mês e meio com a queda de 4,92% nesta terça-feira (9). O barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 89,61 (R$ 462,21), por volta das 13h (horário de Brasília).

  • Queda forte: O petróleo caiu quase 5% em um único dia, chegando a US$ 89,61.
  • Por que caiu: Porque Israel e Irã pararam de brigar, o que acalmou o mercado.
  • Menor preço: Foi o valor mais baixo desde 21 de abril, há mais de um mês e meio.
  • Impacto aqui: A queda pode ajudar a baixar o preço da gasolina no Brasil.
  • E agora Depois da queda, o preço já começou a subir um pouco, mas ainda está abaixo de US$ 92.

O que aconteceu com o preço do petróleo

É a cotação mais baixa desde 21 de abril, quando o petróleo estava a US$ 89,12. Às 14h50, o barril já havia voltado ao patamar acima de US$ 90, sendo vendido a US$ 91,62 (R$ 472,58), desvalorização de 2,63%, para o contrato de agosto.

E o petróleo americano

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a cair a US$ 86 e estava a US$ 88,21, queda de 3,38%, às 14h50.

Por que o petróleo caiu

A redução no queda foi influenciada pela interrupção dos ataques entre Israel e Irã, anunciada na segunda-feira (8), horas após serem registrados bombardeios dos dois países.

Os ataques chegaram a levar o petróleo a subir mais de 5% durante o dia, mas a retomada do cessar-fogo passou a diminuir o preço, o que continuou nesta terça.

E os novos ataques no Líbano

A divulgação de ataques de Israel ao Líbano, aliado do Irã, não alterou a situação. Nesta terça, houve novos bombardeios ao sul do território libanês e as autoridades iranianas afirmaram que podem retomar os ataques a Israel caso a trégua não seja respeitada ao seu aliado.

O que a ONU diz

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Antonio Guterres, voltou a pedir que todas as partes interrompam os ataques imediatamente. "Todos os ataques precisam parar imediatamente. O cessar-fogo tem de ser respeitado no Líbano, no Irã e em Gaza", afirmou na rede social X (antigo Twitter).

E o helicóptero dos EUA

Nesta terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou que dois tripulantes de um helicóptero dos EUA estavam bem, após o veículo ter caído no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Não está claro se a aeronave foi atingida por algum ataque aéreo ou se enfrentou problema técnico. Questionado se sabia o que o havia derrubado, Trump disse que um relatório seria divulgado ainda na terça-feira. "Os pilotos estão bem", afirmou o republicano.

Trump tem planos para o Irã

Trump disse a repórteres que poderia ter "uma ideia" para um acordo com o Irã dentro de alguns dias, sem dar detalhes. O presidente republicano, lutando com índices de aprovação historicamente baixos à medida que as eleições de meio de mandato de novembro se aproximam, frequentemente insinuou um acordo iminente com Teerã, mas nenhum se concretizou até agora.

O presidente dos EUA vem afirmando que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. As exigências iranianas incluem o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados e o reconhecimento de seu controle sobre o estreito de Hormuz.