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10 de junho de 2026

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Fiscal brasileiro acende alerta para investidor estrangeiro, diz Morgan Stanley

Economia Fiscal 09/06/2026 16:41 Gabriela Jucá, Daniel Tozzi, Eduardo Laguna e Francisco Carlos de Assis, do Estadão Conteúdo cnnbrasil.com.br

A economista-chefe do banco Morgan Stanley para o Brasil, Ana Madeira, afirmou que a situação fiscal do país está preocupando os investidores estrangeiros. Ela explicou que, depois de um período de calma, as contas do governo e a proximidade das eleições voltaram a ser o foco de atenção no mercado financeiro.

A economista-chefe para Brasil do Morgan Stanley, Ana Madeira, disse nesta terça-feira (9) que o arranjo fiscal brasileiro segue como ponto de alerta para a atratividade do investidor estrangeiro.

"Quando fazemos um acompanhamento das medidas fiscais que foram tomadas e dos dados dentro dessas medidas fiscais, que têm um impacto direto nas contas, e os impactos indiretos com as medidas parafiscais ou quase-fiscais, chegamos a uma soma que é significativa", observou a economista, durante seminário do Lide, em São Paulo.

  • O dinheiro público do Brasil está sendo vigiado de perto por grandes bancos internacionais, como o Morgan Stanley.
  • A economista-chefe do banco para o Brasil, Ana Madeira, explicou que as contas do governo estão virando motivo de preocupação para quem quer investir no país.
  • Ela disse que o Brasil estava bem no começo do ano, mas agora, perto das eleições, os riscos voltaram a aumentar.
  • O aumento do preço do petróleo ajudou o Brasil por um tempo, mas não resolveu o problema de fundo das contas públicas.
  • A economista alertou que a situação está "começando a pesar" na cabeça dos investidores, que estão mais cautelosos.

"É algo que, na nossa visão, também está começando a pesar um pouco na mente dos investidores", acrescentou.

O que mudou no cenário

Madeira lembrou que o Brasil passou por um rebalanceamento de riscos do início do ano para cá. "Vimos uma diminuição do risco do Brasil que os investidores estrangeiros tinham", disse.

No início do ano, segundo ela, o Brasil estava "relativamente bem posicionado", com carrego alto, real em apreciação e uma volatilidade mais baixa, dada a falta de grandes novidades na seara fiscal no momento.

Impacto do petróleo e das eleições

Logo depois, afirmou, veio o choque do petróleo, e o Brasil foi um dos países menos afetados diretamente.

"É um exportador líquido de petróleo, o preço do barril elevado ajuda o fiscal, e, do ponto de vista da inflação, o País consegue retardar os efeitos do choque com medidas de mitigação", salientou a economista.

No entanto, agora, com a proximidade do ciclo eleitoral, a volatilidade tradicionalmente costuma aumentar no segundo semestre do ano.

"Logo, já começa a virar um pouco o tema dos investidores, ou seja, o driving theme das questões do mercado", completou, em referência à preocupação fiscal.