O Reino Unido começou a investigar a compra da Warner pela Paramount, um negócio gigante de R$ 110 bilhões. A primeira fase da investigação termina em 7 de agosto e pode aprovar ou pedir mais estudos. Nos Estados Unidos, alguns estados estão se preparando para barrar a fusão na Justiça. A União Europeia também deve analisar o caso.
O órgão antitruste do Reino Unido abriu uma investigação sobre a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões.
- Resumo rápido: A fusão cria uma empresa gigante de entretenimento, com canais como CNN, HBO e Nickelodeon.
- Valor: O negócio é de R$ 110 bilhões, um dos maiores da história do cinema e TV.
- Investigação: O Reino Unido está analisando se a fusão pode diminuir a concorrência e prejudicar os consumidores.
- Oposição: Estados dos EUA, como Califórnia e Nova York, querem bloquear o acordo na Justiça.
- Preocupação: Grupos de roteiristas e atores temem perda de empregos e menos opções para o público.
A autoridade britânica de concorrência iniciou a apuração nesta semana. A Competition and Markets Authority (CMA), reguladora de concorrência do país, vai analisar se a fusão pode reduzir a competição no mercado britânico de entretenimento. As informações são da revista Variety.
O prazo para a primeira decisão está marcado para 7 de agosto. Até essa data, a CMA deve dizer se aprova o acordo na fase inicial ou se encaminha o caso para uma investigação mais profunda, segundo a Reuters.
A investigação começou após uma etapa de coleta de informações. A CMA abriu espaço para que interessados enviassem avaliações sobre o impacto do negócio no Reino Unido, com prazo de 13 a 27 de abril.
A operação une estúdios e redes de TV tradicionais para enfrentar o streaming. A Paramount superou a Netflix em fevereiro, após uma disputa prolongada, e acertou a compra da Warner, que reúne marcas como CNN e CBS.
Pressão regulatória e reação do setor
O acordo já enfrenta escrutínio em outros mercados. A negociação vem sendo analisada por reguladores na América do Norte e na Europa, em meio a preocupações sobre efeitos para consumidores e para a indústria do entretenimento.
Entidades de roteiristas, atores, cineastas e exibidores têm apontado riscos. Grupos do setor manifestaram receio de que a fusão concentre poder e afete empregos, produção e opções disponíveis ao público.
Estados dos EUA avaliam ir à Justiça para barrar a transação. Fontes ouvidas pela Reuters disseram na semana passada que Califórnia, Nova York e outros estados preparam uma ação para tentar impedir o acordo.
Investigação na Califórnia segue em andamento. Na sexta-feira, um porta-voz do procurador-geral do estado, Rob Bonta, disse que a apuração continua ativa, mas não deu mais detalhes.
O que já se sabe sobre a fusão
Acionistas da Warner aprovaram a venda em abril. A operação cria um conglomerado que passa a reunir canais como CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de grandes franquias de cinema e TV.
Autoridades americanas também pediram informações sobre o negócio. O Departamento de Justiça dos EUA solicitou dados para entender impactos no streaming, nos cinemas e na produção de estúdios.
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