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08 de junho de 2026

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União Europeia para de comprar carne do Brasil e Faep cobra governo

Economia Carne 08/06/2026 15:11 Estadao Conteudo noticiasaominuto.com.br

A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) criticou a decisão da União Europeia de suspender as importações de carne bovina do Brasil, incluindo o Paraná, a partir de setembro de 2026. A entidade diz que o Brasil tem alto status sanitário e organização na pecuária, e exige que o governo federal envie com urgência os documentos necessários para resolver o impasse. O veto europeu foi motivado por falta de informações sobre o uso de antibióticos na criação dos animais. Em 2025, as vendas de carne para a UE geraram US$ 1,8 bilhão.

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) afirmou que a decisão da União Europeia (UE) de suspender as compras de carne bovina do Brasil - e, por isso, do Paraná também - não combina com a realidade da produção no país e no estado.

  • Resuminho rápido: A UE decidiu parar de comprar carne bovina do Brasil a partir de 3 de setembro de 2026.
  • Resuminho rápido: O motivo é que o Brasil não enviou informações suficientes sobre o uso de antibióticos nos animais.
  • Resuminho rápido: A Faep, federação dos agricultores do Paraná, criticou a decisão e disse que o Brasil tem boa saúde animal.
  • Resuminho rápido: As vendas dessas carnes para a UE renderam US$ 1,8 bilhão em 2025.
  • Resuminho rápido: O governo brasileiro está negociando para tentar reverter essa proibição.

Em comunicado oficial, a entidade lembrou que tanto o Brasil quanto o Paraná têm um alto padrão de saúde dos animais e uma organização forte na pecuária, incluindo o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação.

Federação cobra ação do governo

Por causa desse problema comercial, a federação disse que vai cobrar do governo federal o envio rápido de todas as informações necessárias para atender as exigências da Europa, para não parar as vendas em setembro.

O que motivou o veto europeu

A posição da Faep veio depois que a Comissão Europeia proibiu oficialmente a compra de carne brasileira a partir de 3 de setembro. Segundo um documento da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, as informações dadas pelo Brasil não foram suficientes para garantir que as regras de uso de remédios, como antibióticos, na criação dos animais estão sendo seguidas.

A proibição atinge vários tipos de produtos: bois, frangos, cavalos, peixes de criadouros, mel e tripas (parte do estômago dos animais). Em 2025, as vendas desses produtos para a UE geraram uma receita de US$ 1,8 bilhão. No total, o agronegócio brasileiro exportou US$ 49,8 bilhões para o bloco europeu, segundo dados divulgados pelo jornal Estadão.

Negociações em andamento

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que as conversas com a Europa continuam para tentar derrubar essa barreira. As últimas tratativas aconteceram em uma reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, também cobrou uma posição mais forte do governo federal contra o que chamou de uma agressão comercial.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disseram que a medida da UE não indica problemas de saúde dos animais no campo, mas sim uma diferença burocrática sobre como o governo brasileiro fiscaliza e valida os processos. Elas afirmam que a fiscalização feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é correta, mas a Europa pede mais documentos para comprovar isso.