Especialistas preveem que os preços dos alimentos vão subir muito este ano por causa da guerra no Irã e do fenômeno climático El Niño. Isso significa que itens básicos como arroz, feijão, carne e verduras vão ficar mais caros para o consumidor.
Economistas aumentaram as previsões para a inflação dos alimentos no Brasil em 2026. Esse aumento está ligado aos efeitos da guerra no Irã e à ameaça do fenômeno climático El Niño a partir do segundo semestre.
As estimativas de instituições financeiras consultadas apontam uma alta de pelo menos 7% para os preços dos alimentos consumidos em casa em 2026.
- A guerra no Irã e o El Niño são as principais causas do aumento previsto
- Os preços dos alimentos podem subir mais de 7% em 2026, a maior alta desde 2024
- Alimentos como cenoura, tomate, batata e cebola podem ficar mais de 50% mais caros
- A inflação alta dos alimentos pode afetar as eleições, já que atinge mais os pobres
- Em 2022, a alta dos alimentos foi um dos motivos da derrota de Bolsonaro
"Estamos falando de uma tempestade perfeita para a inflação de alimentos. São vários choques", diz o economista-chefe do grupo CVPAR, Marcelo Fonseca.
A perspectiva é de uma forte aceleração em relação a 2025, quando a inflação dos alimentos consumidos em casa foi de 1,43%. Se as previsões se confirmarem, a alta de preços em 2026 será a maior desde 2024, quando foi de 8,23%.
O que causa o aumento dos preços
A guerra no Irã fez o preço do petróleo disparar, o que encarece o transporte de alimentos e os fertilizantes usados nas plantações.
O El Niño é um fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico e muda a distribuição de chuvas, prejudicando a produção de alimentos no Norte e Nordeste e causando chuvas fortes no Sul.
Impacto na economia e nas eleições
A inflação dos alimentos afeta mais as pessoas pobres, que gastam uma parte maior do seu dinheiro com comida. Isso pode ser usado pela oposição para criticar o governo Lula nas eleições de 2026.
Em 2022, a alta dos alimentos foi um dos fatores que contribuíram para a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições. Naquele ano, a inflação dos alimentos foi de 13,23%.
Quais alimentos vão ficar mais caros
Segundo o economista Lucas Barbosa, os produtos de hortifrúti, como cenoura, tomate, batata e cebola, serão os mais afetados pelo El Niño. A previsão de alta para esses itens é de até 90%.
Outros alimentos que devem ficar mais caros são o feijão (34,3%), o leite (14,8%) e a carne bovina (12,9%). Já o café deve ter uma queda de preço de 12,3%.

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