Os Estados Unidos colocaram novas punições econômicas contra o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, sua esposa e familiares de Fidel e Raúl Castro. A medida atinge também outras pessoas e o Ministério das Forças Armadas de Cuba. Isso acontece em meio a uma forte pressão dos EUA contra o governo cubano.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos colocaram, nesta quinta-feira (4), sanções econômicas contra o líder cubano Miguel Díaz-Canel, de 66 anos, sua mulher e membros da família Castro. O anúncio foi feito pelo Departamento do Tesouro americano, aumentando ainda mais a pressão sobre a ilha.
- Resuminho rápido: As novas sanções atingem o presidente de Cuba, sua esposa e vários parentes da família Castro.
- Quem foi punido: Entre os atingidos estão Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e o neto Raúl Alejandro Castro, além do enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta.
- Motivo: Os EUA dizem que querem que Cuba seja um país bem administrado, e usam essas medidas para pressionar o governo cubano.
- Contexto maior: As sanções fazem parte de uma ofensiva mais forte de Washington contra Havana, que já dura décadas.
- O que está em jogo: Cuba vive sua pior crise desde a revolução de 1959, com falta de comida e remédios, e as relações com os EUA estão cada vez mais tensas.
A medida também atinge quatro outras pessoas e cinco entidades, entre elas o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba. Entre os sancionados estão Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro; o neto Raúl Alejandro Castro; e o enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta.
Díaz-Canel já havia sido sancionado em julho do ano passado por causa da repressão aos protestos populares de 2021. O regime cubano não respondeu a pedidos de comentário da agência Reuters.
Ao anunciar as medidas, o presidente Donald Trump afirmou querer que Cuba seja 'um país bem administrado'. No mês passado, Washington já havia sancionado 11 autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações, líderes militares e a principal agência de inteligência do país.
O que muda com as sanções
As sanções fazem parte de uma ofensiva maior de Washington contra Havana. Os EUA mantêm um embargo contra a ilha desde 1962 e, sob o segundo mandato de Donald Trump, as pressões aumentaram. A Casa Branca tem usado sanções econômicas, medidas jurídicas e um bloqueio de petróleo que começou no início do ano.
Crise em Cuba: o que está acontecendo
Cuba vive sua pior crise econômica e humanitária desde a Revolução de 1959. Faltam alimentos, remédios e combustível. Milhares de cubanos têm deixado o país em busca de melhores condições. Enquanto isso, Washington e Havana tentam negociar, mas sem sucesso até agora.
Os EUA acusam Cuba de ser uma ameaça à segurança americana. Cuba, por sua vez, diz que está disposta a negociar, mas não vai abrir mão da sua soberania.
Indiciado pelo governo dos EUA em maio, o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos, enfrenta quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronave, segundo documentos judiciais do caso. De acordo com o Departamento de Justiça do governo Donald Trump, Castro conspirou para matar cidadãos americanos. Outras cinco pessoas também aparecem como rés no caso.
O atual líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, já afirmou que a acusação é uma 'manobra política, sem qualquer fundamento legal'. Na época, os EUA condenaram o ataque e impuseram sanções, mas não apresentaram acusações criminais contra os irmãos Castro. A acusação acontece em um momento de forte pressão dos EUA para que Cuba mude de regime.
A pressão é para que Cuba libere mais a economia, permita mais investimento estrangeiro e aumente o setor privado. Os EUA também pedem a libertação de presos políticos e reformas políticas.
Analistas avaliam que Havana está dando sinais de que quer negociar: o regime cubano divulgou a visita de um chefe da CIA antes mesmo dos americanos no passado, negava reuniões do tipo e soltou presos políticos.

EUA ampliam sanções contra líder de Cuba e membros da família Castro


