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03 de junho de 2026

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CNI alerta: tarifa de 25% dos EUA pode prejudicar exportações brasileiras

Economia Exportação 02/06/2026 16:37 Wellton Máximo agenciabrasil.ebc.com.br

Os Estados Unidos querem cobrar 25% a mais nos produtos que o Brasil vende para eles. A indústria brasileira está preocupada e pede conversas para evitar prejuízos. Entenda como isso pode afetar empregos e a economia do país.

A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou, nesta terça-feira (2), que está acompanhando com preocupação a iniciativa apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

  • Os EUA querem taxar em 25% os produtos brasileiros, o que pode encarecer nossas vendas para lá.
  • A CNI representa as indústrias do Brasil e está muito preocupada com essa ideia.
  • As exportações de produtos industrializados do Brasil para os EUA já caíram 4,2% em 2025.
  • Setores como metal, madeira, celulose e veículos foram os que mais perderam vendas.
  • O governo dos EUA marcou uma audiência pública para 6 de julho para discutir o assunto.

A entidade defendeu o fortalecimento do diálogo entre os dois países para evitar prejuízos econômicos. Segundo a CNI, a eventual adoção da medida pode afetar cadeias produtivas integradas entre Brasil e Estados Unidos e comprometer uma relação comercial construída ao longo de décadas.

Relação entre os países

Para a CNI, a parceria econômica entre os dois países é estratégica e beneficia empresas e consumidores dos dois lados. A entidade avalia que a imposição de novas barreiras tarifárias tende a gerar impactos negativos não apenas para a indústria brasileira, mas também para o mercado norte-americano.

O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações, afirmou, em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Exportações em queda

Dados levantados pela entidade mostram que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos encolheram em 2025. As vendas do setor somaram US$ 30,2 bilhões no ano passado, queda de 4,2% em comparação com 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores da indústria de transformação, nove apresentaram redução nos embarques para o mercado norte-americano. As maiores quedas ocorreram nos setores de produtos de metal (31,6%), madeira (20%), celulose e papel (19,9%) e veículos automotores (17,6%).

Na avaliação da CNI, a aplicação de uma tarifa adicional pode ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos.

Próximos passos

A discussão sobre a medida deve avançar nas próximas semanas. O USTR agendou para 6 de julho uma audiência pública para debater a proposta e receber contribuições de empresas, entidades e governos interessados.

A CNI considera que a consulta pública representa uma oportunidade para que o Brasil apresente informações técnicas e argumentos em defesa da manutenção do fluxo comercial entre os dois países.

Diálogo

A entidade informou que continuará acompanhando o tema e atuando com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo, segundo a CNI, é buscar soluções negociadas que preservem a parceria econômica bilateral e evitem a adoção de medidas que possam afetar investimentos, empregos e comércio entre as duas maiores economias das Américas.