Uma pesquisa recente do BTG/Nexus mostrou que a quantidade de brasileiros que veem a economia de forma positiva subiu de 33% para 39% em maio. Já os que acham que ela está piorando caíram de 35% para 29%. A maioria das pessoas também aprovou o fim da taxa sobre compras internacionais de até 50 dólares, a 'taxa das blusinhas'. Apesar disso, muita gente ainda está endividada: 25% têm dívidas atrasadas há mais de 30 dias.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 25, aponta melhora na percepção dos brasileiros sobre a economia e amplo apoio à decisão do governo federal de encerrar a chamada taxa das blusinhas, ao mesmo tempo em que revela um quadro persistente de endividamento das famílias.
- O otimismo com a economia subiu de 33% para 39% em maio
- O pessimismo caiu de 35% para 29% no mesmo período
- 73% das pessoas aprovaram o fim da taxa sobre compras internacionais de até 50 dólares
- Apesar da melhora, 25% dos brasileiros têm dívidas atrasadas há mais de 30 dias
- O programa Desenrola 2.0 ainda não pegou: 58% não renegociaram e nem pretendem renegociar dívidas
Segundo o levantamento, o porcentual de entrevistados que avaliam a economia do País de forma positiva subiu de 33% em abril para 39% em maio, enquanto a fatia dos que enxergam deterioração recuou de 35% para 29%. Outros 31% acreditam que a situação econômica permanecerá igual, e 1% não souberam responder.
Apoio ao fim da taxa das blusinhas
A pesquisa também mostra respaldo expressivo à decisão do governo Lula (PT) de acabar com a tributação sobre compras internacionais de pequeno valor (até US$ 50). Para 73%, o governo agiu corretamente ao encerrar a cobrança, enquanto 15% avaliam que a decisão foi equivocada; 12% não opinaram. O imposto federal foi extinto por meio de uma Medida Provisória (MP) no dia 13 de maio.
Endividamento ainda é um problema
Apesar da melhora na percepção econômica, o retrato financeiro das famílias ainda inspira cautela. 38% afirmam não ter dívidas, enquanto 36% dizem possuir compromissos financeiros em dia e 25% relatam dívidas em atraso há mais de 30 dias. Em relação ao levantamento anterior, caiu a parcela dos que dizem estar sem dívidas, de 41% para 38%.
Desenrola 2.0 ainda não decolou
Entre os entrevistados endividados, o programa Desenrola 2.0 ainda enfrenta resistência. 58% afirmam que não renegociaram nem pretendem renegociar dívidas por meio da nova versão do programa de renegociação do governo federal, enquanto 30% dizem que ainda não aderiram, mas planejam fazê-lo. Apenas 6% afirmaram já ter renegociado débitos com base no programa.
Mais pessoas se sentem financeiramente melhores
O levantamento também sugere melhora gradual na percepção sobre a situação financeira individual. A avaliação positiva da própria condição financeira subiu de 31% para 34% entre abril e maio, enquanto a percepção negativa recuou de 22% para 20%.
A pesquisa foi realizada pela Nexus, por telefone entre os dias 22 e 24 de maio. Foram entrevistados 2.045 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04193/2026.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan em reunião interministerial


