A União Europeia anunciou um plano para diminuir a dependência de fertilizantes importados. A ideia é produzir mais adubo dentro do bloco, ajudar os agricultores com dinheiro e criar novas formas de fertilizante a partir de restos de comida e esterco. O objetivo é garantir que a comida não falte, mesmo em tempos de crise.
A União Europeia está criando um plano para depender menos de fertilizantes comprados de outros países. Isso porque as guerras e os problemas no transporte estão deixando os preços dos adubos muito altos e difíceis de encontrar. A Comissão Europeia quer aumentar a produção dentro do próprio bloco, garantir que os agricultores tenham o que precisam e proteger a comida que chega à mesa das pessoas. Ainda não foi divulgado quanto dinheiro será gasto nesse plano.
Esse pacote de ações foi apresentado nesta terça-feira (19) e é uma resposta ao aumento de custos que os agricultores europeus estão enfrentando nos últimos anos. A situação ficou difícil por causa de problemas para conseguir os produtos e da pressão para produzir comida.
- Dependência externa: A Europa compra a maior parte dos fertilizantes de outros países, o que a deixa vulnerável a crises.
- Ajuda financeira: O plano prevê dinheiro extra para os agricultores e um novo jeito de emprestar dinheiro para quem está com dificuldades.
- Fertilizantes do lixo: A ideia é usar restos de comida e esterco para fazer adubo, uma alternativa mais barata e ecológica.
- Meta verde: O plano quer que a indústria de fertilizantes polua menos, ajudando a combater as mudanças climáticas.
- Vigilância: Será criado um sistema para monitorar o mercado e evitar que faltem fertilizantes no futuro.
Entre as medidas, está a ajuda financeira especial para os agricultores e a criação de um novo mecanismo para dar dinheiro a quem está com problemas de caixa.
O plano também incentiva práticas de agricultura mais eficientes e ações para melhorar o uso de nutrientes nas plantações.
Alternativas sustentáveis
A proposta inclui ainda estímulos ao uso de digestatos, que são materiais ricos em nutrientes feitos a partir de restos de comida e esterco. Esses materiais podem substituir os fertilizantes comuns.
Na parte industrial, a Comissão Europeia quer aumentar a capacidade de produção do bloco e estimular alternativas mais sustentáveis, como fertilizantes orgânicos e biológicos feitos na própria Europa.
O texto também prevê medidas para incentivar a indústria de fertilizantes a poluir menos, de acordo com as metas climáticas da União Europeia.
Menos burocracia
O plano também quer diminuir as barreiras e os problemas de mercado, além de dar mais acesso a linhas de financiamento para inovação.
Outra ação importante é o fortalecimento do monitoramento do mercado de fertilizantes. A Comissão quer criar uma parceria entre produtores, agricultores e governos para acompanhar a cadeia do setor e criar sistemas de alerta para evitar novas crises.
Segundo a Comissão Europeia, essas medidas fazem parte de uma estratégia maior para tornar o bloco mais forte diante de problemas de fora, reduzir os riscos de falta de insumos e acelerar a mudança para uma produção mais sustentável.

Bandeiras da União Europeia do lado de fora da Comissão Europeia em Bruxelas REUTERS/Yves Herman


