O governo federal decidiu acabar com o imposto de importação para compras internacionais de até 50 dólares, a famosa 'taxa das blusinhas'. Isso deixou a indústria e o varejo brasileiros muito preocupados, pois eles acham que os produtos estrangeiros vão ficar mais baratos que os nacionais. Já as plataformas de compras online, como Shopee e Shein, comemoraram, dizendo que isso ajuda as pessoas mais pobres a comprar mais.
O governo federal resolveu acabar com o imposto de importação para compras internacionais de até 50 dólares, a chamada 'taxa das blusinhas'. Isso fez com que indústrias e lojas brasileiras ficassem preocupadas, enquanto as plataformas de vendas internacionais comemoraram.
- A medida entra em vigor nesta quarta-feira (13) e foi assinada pelo presidente Lula.
- A indústria nacional, representada pela CNI, diz que a medida dá vantagem para os estrangeiros e prejudica os brasileiros.
- Só o ICMS (imposto estadual) de 20% continua sendo cobrado nessas compras.
- As plataformas como Shopee e Shein apoiaram a medida, dizendo que ela ajuda os mais pobres.
- O governo afirma que conseguiu acabar com o imposto porque diminuiu o contrabando nos últimos anos.
Por que a indústria e o varejo estão reclamando
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse que a decisão cria uma vantagem injusta para os fabricantes estrangeiros. Para eles, os produtos de fora ficam mais baratos que os feitos no Brasil, o que pode prejudicar as pequenas e médias empresas e causar demissões.
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) também criticou a medida. Eles contaram que, depois que a taxa foi criada em 2024, o varejo brasileiro abriu 107 mil vagas de emprego. Agora, com o fim do imposto, eles temem que as vendas caiam e que as fábricas fechem ou se mudem para outros países.
O que dizem as associações de roupas e tecidos
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) chamou a decisão de 'extremamente equivocada'. Eles argumentam que as empresas brasileiras pagam muitos impostos e têm custos altos, enquanto os concorrentes estrangeiros têm vantagens para vender aqui. A Abit também alertou que a arrecadação do governo pode cair, já que entre janeiro e abril de 2026 esse imposto rendeu R$ 1,78 bilhão.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse que repudia o fim do imposto. Para eles, isso é um ataque à indústria e ao varejo nacional, que gera 18 milhões de empregos. Eles pediram que o governo crie outras medidas para evitar que empresas fechem e pessoas percam seus empregos.
Quem apoiou o fim da taxa
Do outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa Amazon, Shein, Shopee e outras, comemorou. Eles disseram que a taxa era muito ruim para as classes mais pobres (C, D e E), pois reduzia o poder de compra dessas pessoas. Segundo a Amobitec, a taxa não ajudou a indústria nacional como prometia.
Como funcionava a taxa e o que muda agora
A cobrança de 20% foi criada em 2024 dentro do programa Remessa Conforme, que regulamentava as compras em sites internacionais. Agora, para compras de até 50 dólares, esse imposto federal acabou. Mas para compras acima de 50 dólares, continua valendo a taxa de 60%.
O secretário do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível acabar com o imposto porque, nos últimos três anos, o governo combateu o contrabando e regularizou o setor.

Indústria Têxtil


