Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) se reuniram com o governador em exercício, Ricardo Couto, para pedir aumento de salário, mais dinheiro para a universidade e um bônus por tempo de trabalho. O presidente do sindicato dos professores disse que a conversa foi boa e que já conseguiram algumas vitórias, como o aumento do vale-refeição e o adiantamento do 13º salário.
Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) se encontraram com o governador em exercício, Ricardo Couto, para conversar sobre três assuntos principais: aumento de salário (que é um pedido de todos os servidores do estado), mais dinheiro para a universidade e a criação de um adicional por tempo de serviço e desempenho.
- O encontro foi considerado positivo pelo sindicato dos professores.
- O governo já ofereceu aumentar o vale-refeição de R$ 600 para R$ 1.500.
- O 13º salário será pago um mês antes, no dia 30 de maio.
- Os professores pedem também o pagamento de duas parcelas de uma lei de 2021 que autorizou a recomposição salarial.
- A greve dos professores começou em 25 de março e foi ampliada com a adesão dos técnicos administrativos.
Segundo o professor Gregory Magalhães Costa, presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), a conversa foi 'positiva'. Ele disse que foi apresentado um aumento no auxílio-alimentação de R$ 600 para R$ 1.500. Esse novo valor entraria na folha de junho para ser pago em julho. Esse auxílio não estava na lista de pedidos dos professores.
Além disso, ele antecipou a primeira parcela do 13º salário em um mês. 'Vamos receber no dia 30 de maio e não no dia 30 de julho', disse Costa. Ele também contou que o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj), que representa os técnicos-administrativos, propôs aumentar o auxílio-alimentação de R$ 1.500 para R$ 2.400. 'O governador ficou de estudar a proposta, mas vê com bons olhos'.
O que mais foi dito na reunião
O governador também falou sobre o pagamento de duas parcelas da Lei Estadual 9.436/2021 (que autorizou a recomposição do acumulado de 2017 a 2021). A Casa Civil já informou que o governo está estudando se pode pagar esses valores. Essa informação teria sido dada às coordenadoras do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ), em uma reunião na terça-feira. Ainda segundo Gregory, Couto vai estudar 'a possibilidade de pagar o IPCA do último ano', de 2025.
'Já tivemos algumas conquistas, embora não sejam os temas centrais da pauta, mas estamos avançando também nos temas centrais da greve', analisou Costa.
E a greve
O professor Leonardo Kaplan, 2º vice-presidente da Asduerj, ressalta que 'ainda é preciso ter mais certeza no que foi conversado' antes de qualquer movimento em relação à greve. 'A promessa precisa se concretizar, o aumento precisa acontecer. A questão principal ainda é o pagamento da recomposição, mais o IPCA, a aprovação desse adicional de tempo de serviço e desempenho, e a recomposição do orçamento da Universidade. Assim, se formos atendidos de forma satisfatória, poderemos avaliar a suspensão da greve', observou Kaplan.
Segundo o presidente da Asduerj, uma nova reunião com o governador em exercício deve acontecer em duas semanas.
O que os professores estão pedindo
No caso da recomposição salarial, os professores pedem o pagamento de duas das três parcelas estabelecidas pela Lei Estadual 9.436/2021 (que autorizou a recomposição do acumulado de 2017 a 2021) mais os IPCAs de 2023, 2024 e 2025.
Além disso, os professores também pedem a recomposição do orçamento da Uerj de forma imediata. Eles consideram fundamental a antecipação da suplementação orçamentária ainda no primeiro semestre deste ano e, de maneira mais geral, a construção de um Plano de Recomposição Orçamentária.
Para valorizar seus profissionais, os professores pedem a criação de um adicional por tempo e desempenho. E os estudantes mencionaram a construção da primeira parte da nova sede da Uerj Zona Oeste. No fim de abril, professores, alunos e técnicos-administrativos fizeram uma manifestação em Campo Grande para pressionar pelo início das obras do novo campus.
Os professores estão em greve desde o dia 25 de março. A paralisação na Uerj foi ampliada no dia 9 de abril com a adesão dos técnicos-administrativos da Educação (TAEs).

Professores da Uerj (Foto: Leonardo Kaplan)


