12 de maio de 2026

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Programa do governo renegocia quase R$ 1 bilhão em dívidas

Economia QUITAÇÃO 12/05/2026 08:30 CartaCapital folhamax.com

O programa Desenrola 2.0, do governo federal, já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas de brasileiros. Mais de 200 mil pedidos foram feitos e cerca de 100 mil já estão quase prontos. O programa ajuda quem ganha até 5 salários mínimos a pagar contas atrasadas com descontos de até 90%. Também permite usar parte do FGTS para pagar dívidas.

O programa Desenrola 2.0, criado pelo governo federal para ajudar na renegociação de dívidas de bancos, está perto de chegar a R$ 1 bilhão em débitos renegociados. A notícia foi dada nesta segunda-feira, 11 de maio, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com o ministro, cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram enviados aos bancos que participam do programa. Desses, aproximadamente 100 mil operações estão quase concluídas.

  • O Desenrola 2.0 já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas
  • Mais de 100 mil pessoas já tiveram suas dívidas praticamente quitadas
  • O programa é para quem ganha até 5 salários mínimos (R$ 8.105)
  • Os descontos podem chegar a 90% do valor da dívida
  • Também é possível usar até R$ 1.000 do FGTS para pagar as contas

O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o que hoje equivale a R$ 8.105.

Durigan informou que o governo também está preparando a ampliação do programa para alunos que estão devendo o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Segundo o ministro, essa nova etapa deve estar funcionando completamente ainda nesta semana.

Prêmio para quem paga em dia

O ministro também disse que o governo está preparando uma versão do programa para quem sempre pagou suas contas em dia. A ideia é criar um tipo de estímulo ou "prêmio" para esses bons pagadores, mas essa medida será anunciada depois.

Segundo ele, neste primeiro momento, o foco está nas pessoas com dívidas atrasadas, que enfrentam maiores dificuldades financeiras.

Como funciona o Desenrola 2.0

O Desenrola 2.0 permite que as pessoas negociem dívidas atrasadas com bancos, com condições melhores.

Podem participar do programa dívidas:

  • Contratadas até 31 de janeiro de 2026
  • Que estão atrasadas entre 90 dias e dois anos
  • De cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal

A ideia do governo é que os bancos ofereçam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto e juros mais baixos.

Condições oferecidas

As renegociações podem incluir:

  • Descontos de 30% a 90%
  • Juros máximos de 1,99% ao mês
  • Prazo de até 48 meses para pagar
  • Primeira parcela em até 35 dias
  • Limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco
  • Desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso

Uso do FGTS

O programa também permite que trabalhadores usem parte do dinheiro do FGTS para pagar dívidas. Será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, valendo o maior valor.

Essa medida busca diminuir o endividamento das famílias e evitar que as pessoas recorram a empréstimos com juros muito altos.

Quatro frentes do programa

O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro partes:

  • Desenrola Famílias
  • Desenrola Fies
  • Desenrola Empresas
  • Desenrola Rural

O governo quer fazer uma ação nacional de 90 dias para incentivar as renegociações e diminuir a inadimplência no país.

Fies liberado

Em relação ao Fies, as condições mudam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida.

Para dívidas atrasadas há mais de 360 dias:

  • Estudantes que não estão no CadÚnico podem ter desconto de até 77%
  • Estudantes que estão no CadÚnico podem ter desconto de até 99%

Em alguns casos, é possível parcelar a dívida em até 150 vezes. O governo espera ajudar mais de 1 milhão de estudantes com essa renegociação.

Cenário econômico

O lançamento do programa acontece em um momento em que muitas famílias brasileiras estão endividadas. Dados do Banco Central mostram que grande parte da renda das pessoas ainda é usada para pagar dívidas, principalmente de cartão de crédito e cheque especial, que têm juros muito altos.

Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é renegociar até R$ 42 bilhões em dívidas durante o programa.