O programa Desenrola 2.0, do governo federal, já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas de brasileiros. Mais de 200 mil pedidos foram feitos e cerca de 100 mil já estão quase prontos. O programa ajuda quem ganha até 5 salários mínimos a pagar contas atrasadas com descontos de até 90%. Também permite usar parte do FGTS para pagar dívidas.
O programa Desenrola 2.0, criado pelo governo federal para ajudar na renegociação de dívidas de bancos, está perto de chegar a R$ 1 bilhão em débitos renegociados. A notícia foi dada nesta segunda-feira, 11 de maio, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
De acordo com o ministro, cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram enviados aos bancos que participam do programa. Desses, aproximadamente 100 mil operações estão quase concluídas.
- O Desenrola 2.0 já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas
- Mais de 100 mil pessoas já tiveram suas dívidas praticamente quitadas
- O programa é para quem ganha até 5 salários mínimos (R$ 8.105)
- Os descontos podem chegar a 90% do valor da dívida
- Também é possível usar até R$ 1.000 do FGTS para pagar as contas
O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o que hoje equivale a R$ 8.105.
Durigan informou que o governo também está preparando a ampliação do programa para alunos que estão devendo o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Segundo o ministro, essa nova etapa deve estar funcionando completamente ainda nesta semana.
Prêmio para quem paga em dia
O ministro também disse que o governo está preparando uma versão do programa para quem sempre pagou suas contas em dia. A ideia é criar um tipo de estímulo ou "prêmio" para esses bons pagadores, mas essa medida será anunciada depois.
Segundo ele, neste primeiro momento, o foco está nas pessoas com dívidas atrasadas, que enfrentam maiores dificuldades financeiras.
Como funciona o Desenrola 2.0
O Desenrola 2.0 permite que as pessoas negociem dívidas atrasadas com bancos, com condições melhores.
Podem participar do programa dívidas:
- Contratadas até 31 de janeiro de 2026
- Que estão atrasadas entre 90 dias e dois anos
- De cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal
A ideia do governo é que os bancos ofereçam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto e juros mais baixos.
Condições oferecidas
As renegociações podem incluir:
- Descontos de 30% a 90%
- Juros máximos de 1,99% ao mês
- Prazo de até 48 meses para pagar
- Primeira parcela em até 35 dias
- Limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco
- Desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso
Uso do FGTS
O programa também permite que trabalhadores usem parte do dinheiro do FGTS para pagar dívidas. Será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, valendo o maior valor.
Essa medida busca diminuir o endividamento das famílias e evitar que as pessoas recorram a empréstimos com juros muito altos.
Quatro frentes do programa
O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro partes:
- Desenrola Famílias
- Desenrola Fies
- Desenrola Empresas
- Desenrola Rural
O governo quer fazer uma ação nacional de 90 dias para incentivar as renegociações e diminuir a inadimplência no país.
Fies liberado
Em relação ao Fies, as condições mudam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida.
Para dívidas atrasadas há mais de 360 dias:
- Estudantes que não estão no CadÚnico podem ter desconto de até 77%
- Estudantes que estão no CadÚnico podem ter desconto de até 99%
Em alguns casos, é possível parcelar a dívida em até 150 vezes. O governo espera ajudar mais de 1 milhão de estudantes com essa renegociação.
Cenário econômico
O lançamento do programa acontece em um momento em que muitas famílias brasileiras estão endividadas. Dados do Banco Central mostram que grande parte da renda das pessoas ainda é usada para pagar dívidas, principalmente de cartão de crédito e cheque especial, que têm juros muito altos.
Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é renegociar até R$ 42 bilhões em dívidas durante o programa.

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