Em março, os juros elevados continuam a pressionar o endividamento das famílias brasileiras, segundo dados do Banco Central.
As Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central (BC) indicam que, em fevereiro de 2025, o endividamento das famílias brasileiras continuou pressionado pelos juros elevados. O percentual da renda comprometida com dívidas chegou a 48,5%, contra 47,9% no mesmo mês de 2024.
O comprometimento da renda com o serviço da dívida financeira (juros e amortizações) subiu de 33,2% para 35,7%. Já a inadimplência (atraso superior a 90 dias) passou de 9,9% para 10,4%.
No crédito livre, os juros médios cobrados das famílias recuaram de 55,6% ao ano em fevereiro para 55,2% em março. Destaque para o crédito pessoal não consignado, que passou de 82,9% para 81,5% ao ano, e para o crédito consignado, que foi de 26,5% para 26,4% ao ano.
Em relação ao crédito às empresas, as taxas médias caíram de 21,7% ao ano em fevereiro para 21,2% ao ano em março.
A inadimplência projetada para os próximos 12 meses ficou em 3,6% no crédito livre, e em 3,0% no crédito total.
Projeções
Para 2026, o BC projeta crescimento do crédito de 9,2% para o total do sistema, 8,6% para recursos livres, 8,6% para recursos direcionados, além de 9,5% para o crédito para pessoas físicas e 8,4% para pessoas jurídicas.

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


