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Aena, maior concessionária de aeroportos do mundo, vai operar Galeão

Economia 31/03/2026 08:10 João Sorima Neto e Ana Flávia Pilar

Empresa espanhola, que já opera Congonhas, em São Paulo, terá 100% da operação do terminal

Maior operadora de aeroportos do mundo, a companhia espanhola Aena venceu o leilão de repactuação do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. A empresa administra 46 aeroportos na Espanha, 17 no Brasil, e um na Inglaterra, o Londres-Luton. O lance mínimo era de R$ 932 milhões. A Aena e a Zurich apresentaram propostas iniciais de R$ 1,5 bilhão (60,80% acima do valor mínimo), enquanto a Rio Galeão ofertou R$ 934 milhões (0,13% acima). Após 26 lances, os espanhóis fizeram a oferta final de R$ 2,9 bilhões (210,88% maior que o patamar inicial) e ficaram com a concessão.

Pelos aeroportos do grupo Aena passaram um total recorde de 384,8 milhões de passageiros em 2025, alta de 4,2% em relação a 2024. Também é líder no Brasil, tendo a concessão de Congonhas (SP), o segundo mais movimentado do país, além de unidades no Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Responde por cerca de 20% da malha aérea nacional.

No ano passado, 45,6 milhões de passageiros passaram pelos terminais da Aena no país, entre eles os aeroportos localizados em capitais como Recife, Aracaju, Maceió, Campina Grande e João Pessoa, e cidades como Ponta Porã (MS), Uberaba (MG) e Altamira (PA). Apenas Congonhas recebeu a movimentação de 24,5 milhões de passageiros, um crescimento de 5,9%.

Para a Aena, dizem analistas, o Galeão é um ativo complementar e com a administração do aeroporto de Congonhas, a companhia poderá criar incentivos para ponte-aérea Rio-São Paulo, uma das rotas mais movimentadas do país. Além disso, o Galeão, depois de Guarulhos, é a segunda porta internacional de entrada no país.

Os analistas dizem que com o Galeão a empresa ganha conexões domésticas de maior distância, ampliando a sua receita.

No ano passado, a Aena chegou à reta final da concorrência para adquirir a divisão de concessões aeroportuárias da Motiva (ex-CCR), mas acabou perdendo, o que significa que tinha recursos em caixa para investimento. Em novembro passado, a Motiva vendeu as 20 concessões de seus aeroportos na América Latina, incluindo os terminais de Belo Horizonte e Curitiba, para a Asur, do México.