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Congresso Nacional tentará votar Orçamento de 2026 hoje, antes do recesso

Economia Orçamento 19/12/2025 09:11 Luísa Marzullo extra.globo.com

Análise em sessão conjunta de deputados e senadores estava inicialmente marcada para ontem, mas foi adiada a pedido do relator da LOA, Isnaldo Bulhões

A votação do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 está prevista para esta sexta-feira (dia 19), no Congresso Nacional, apesar de o relator da proposta, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ainda não ter apresentado oficialmente seu relatório final.

A votação foi adiada a pedido de Bulhões, que solicitou prazo adicional para ajustes técnicos no texto diante de mudanças recentes aprovadas pelo Congresso com impacto direto sobre as contas públicas do próximo ano.

O relator precisou recalibrar o Orçamento após a aprovação do projeto que reduz em 10% os benefícios tributários concedidos às empresas, além das negociações em curso para incluir novas fontes de arrecadação, como a tributação de bets, fintechs e o juro sobre capital próprio (JCP).

Cronograma apertado

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) foi convocada para se reunir nesta sexta-feira, com sessões escalonadas a partir das 9h, para analisar o parecer assim que ele for apresentado. Uma sessão conjunta do Congresso Nacional (deputados e senadores) está prevista para o meio-dia, quando o texto poderá ser levado à votação, caso o relatório seja entregue a tempo.

A tentativa de votação ocorre cerca de duas semanas após o Congresso Nacional aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que ampliou o poder do Legislativo sobre a execução do Orçamento em ano eleitoral.

O texto obriga o governo a pagar ao menos 65% das emendas impositivas até junho de 2026 e manteve a autorização para que o Executivo persiga o piso da meta fiscal, em vez do centro, ampliando a margem para gastos.

Pressão fiscal

O esforço para votar a LOA ocorre em um momento de pressão sobre o governo para fechar as contas de 2026. A aprovação do projeto que reduz os incentivos fiscais é considerada peça central para viabilizar o Orçamento, mas o texto sofreu ajustes no Congresso Nacional que reduziram a arrecadação inicialmente projetada pela equipe econômica.

Entre os principais pontos estão o escalonamento do corte ao longo de três ou quatro anos e mudanças no alcance da regra para empresas do lucro presumido.

Diante desse cenário, a área técnica do Congresso Nacional precisou refazer cálculos de receitas, avaliar os impactos da regra da noventena e incorporar compensações negociadas politicamente, o que levou ao pedido de mais prazo por parte do relator da LOA.

Guia de prioridades do governo

O Orçamento de 2026 define as prioridades de gastos do governo federal no próximo ano, incluindo recursos para saúde, educação, assistência social e infraestrutura, além das estimativas de receitas e do cumprimento das metas fiscais.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto pressiona por previsibilidade orçamentária para evitar turbulências na execução das despesas, enquanto parlamentares tentam preservar espaço para emendas e programas considerados prioritários.