29 de agosto de 2026

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Formação médica: um debate urgente para o Brasil

Artigos Medicina 28/08/2026 16:32 Janguiê Diniz

O artigo discute a importância de um debate qualificado sobre a formação médica no Brasil, destacando as desigualdades regionais e o papel das instituições privadas na formação de médicos. O autor defende que a discussão deve focar em como formar médicos melhores e levá-los onde são mais necessários.

O ensino de medicina virou assunto importante nas eleições, e isso é bom. O Brasil precisa decidir que tipo de médico quer formar, como garantir a qualidade desse ensino e como diminuir a falta de médicos em várias regiões. O problema é transformar essa questão complexa em simplificações.

É justo questionar a qualidade dos cursos de medicina e exigir mais rigor. A boa formação deve vir antes de qualquer interesse, seja em escola pública ou particular. Porém, apontar problemas é diferente de criticar tudo o que o setor privado faz.

  • O debate sobre formação médica ganhou força nas eleições.
  • As faculdades particulares formam muitos médicos e outros profissionais de saúde.
  • Há falta de médicos em cidades pequenas e regiões mais pobres.
  • A qualidade dos cursos precisa ser fiscalizada, mas sem generalizações.
  • É preciso incentivar médicos a trabalhar longe dos grandes centros.

O papel das faculdades particulares

As faculdades particulares formam muitos médicos e outros profissionais de saúde que atendem a população de todo o país. Por trás de cada curso há professores, alunos, hospitais e muitas pessoas envolvidas.

Dizer que essas escolas são importantes não quer dizer que devemos aceitar cursos ruins ou abrir novas faculdades sem critérios. O desafio é maior: não é só contar quantas faculdades existem.

O desafio de levar médicos ao interior

O Brasil formou mais médicos nos últimos anos, mas ainda há muitos lugares sem atendimento. As grandes cidades têm especialistas e hospitais, mas as cidades pequenas e regiões pobres não conseguem oferecer nem o básico.

Esse é o cenário real: uma mãe espera meses por uma consulta para o filho, um idoso precisa viajar para ver um especialista, e uma cidade longe dos grandes centros não tem nem atendimento básico. Para essas pessoas, não importa se o curso é público ou particular. O que importa é ter um médico capacitado quando precisam.

Então, a pergunta que deveríamos fazer é: como formar médicos melhores e levá-los para onde eles são mais necessários

Para responder, é preciso analisar a qualidade do curso, a prática, a residência médica e também criar políticas públicas que incentivem os médicos a ficar em cidades menores.

Em época de eleição, os candidatos podem criticar modelos e sugerir soluções. Isso é normal na democracia. Mas temas que afetam a vida das pessoas devem ser tratados com seriedade, sem promessas vazias.

A formação médica no Brasil pode melhorar, e problemas devem ser corrigidos. Mas não podemos aceitar que generalizações injustas desvalorizem o trabalho de escolas, professores e estudantes comprometidos com a qualidade.

No fim, o Brasil tem um desafio claro: formar médicos melhores e garantir que eles trabalhem onde as pessoas precisam. É isso que deveria estar no centro do debate de campanha.