Varejo se prepara para a Black Friday, mas é preciso alinhar operação, promoções e canais para não transformar o aumento de vendas em prejuízo. govane com planejamento, processos e governança para manter a margem.
Olá Vitor, tudo bem A Black Friday está chegando e o varejo já corre para vender mais. Mas você sabe que o descompasso entre o comercial e a operação pode transformar recorde de vendas em prejuízo
O especialista Anderson Ozawa explica como a integração entre os canais e a prevenção de perdas ativa ajudam a manter a margem, mesmo em picos de demanda. Segue o artigo.
Abraços e tenha uma ótima semana.
Temos uma reflexão sobre como evitar que o aumento de volume comprometa os resultados, tanto no comércio físico quanto no digital. Quando a operação não acompanha o planejamento comercial, problemas simples tornam-se grandes gargalos: perdas de estoque, erros de preço, furtos, avarias e falhas no atendimento podem derrubar o resultado, apesar de mais vendas serem registradas.
No varejo físico, o maior fluxo de clientes sobrecarrega estoque, recebimento, abastecimento, checkout, segurança e atendimento. Pequenas fragilidades, que passam batidas ao longo do ano, ganham dimensão quando o volume aumenta. Divergências de inventário, divergências de preço, furtos, avarias e devoluções acumulam custo e reduzem margem justamente quando o lucro é mais necessário.
No mundo digital, os riscos aparecem de outras formas: fraudes, chargebacks, falhas de sistema, cadastros errados, cancelamentos, falhas de separação, entregas com erro e atrasos elevam o custo por venda. A relação entre canais se torna a dimensão crucial a ser acompanhada para evitar perdas grandes.
O consumidor não separa loja física e online da mesma forma que muitas empresas ainda tratam operações distintas. Ele pesquisa no app, compra no site, retira na loja, troca em outro ponto e espera o mesmo preço, estoque e serviço em toda a jornada. Quando sistemas ou processos não acompanham essa realidade, surgem perdas como venda sem estoque, retirada sem baixa, preços divergentes, devoluções não controladas e cancelamentos após a operação já ter consumido recursos.
Por isso, a prevenção de perdas da Black Friday precisa começar agora. Além de segurança e fiscalização, é fundamental revisar processos, ter inventários confiáveis, testar sistemas, treinar equipes, analisar regras promocionais, definir responsabilidades e acompanhar indicadores que realmente afetam o resultado.
Existe ainda uma perda que costuma receber menos atenção: a parte comercial. Nem toda promoção gera valor; descontos em demasia, frete muito barato, cashback mal dimensionado ou campanhas que aumentam vendas sem proteger margem podem criar uma Black Friday inflada no faturamento e vazia no resultado.
A pergunta não deve ser apenas quanto vamos vender, mas quanto desse valor será possível manter após descontos, fraudes, devoluções, rupturas e custos adicionais da operação. A Black Friday funciona como um amplificador: processos frágeis ficam mais frágeis, estoque desorganizado fica mais exposto, e decisões ruins ganham volume.
Vender mais é importante, mas preservar o valor gerado pelas vendas, com governança, é o que transforma movimento em lucro. Isso começa bem antes da Black Friday.
*É CEO da AOzawa Consultoria, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, com mais de 40 programas de prevenção de perdas implementados com sucesso e autor do livro Pentágono de Perdas.
SOBRE A AOZAWA CONSULTORIA
Fundada em 2014, a AOzawa Consultoria atua na Gestão de Margem para varejo e distribuição, conectando pessoas, processos, auditoria, tecnologia e indicadores para transformar vulnerabilidades operacionais em eficiência e rentabilidade.

Anderson Ozawa, CEO da AOzawa Consultoria (Ajustada por IA)




