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Escrever para crianças é plantar o futuro

Artigos Literatura 22/07/2026 11:55 Goimar Dantas

No Dia do Escritor, a roteirista e escritora Goimar Dantas explica como a literatura infantil ajuda a formar crianças mais curiosas, empáticas e preparadas para a vida. Ela mostra que livros podem falar sobre alegrias, medos e desafios, e que ler histórias é essencial para construir uma sociedade mais justa e diversa.

Neste 25 de julho, quando comemoramos o Dia do Escritor, a melhor forma de homenagear a literatura é garantir que as crianças tenham acesso ao maior número possível de livros. Afinal, escrever para a infância é como plantar sementes que darão frutos no futuro.

Cada história lida ajuda a formar leitores mais curiosos, cidadãos mais sensíveis e uma sociedade mais humana para as novas gerações. Quando criamos histórias para os pequenos, estamos ajudando a construir o amanhã.

  • Escrever para crianças é uma forma de plantar sementes para o futuro, pois os livros ajudam a formar adultos mais conscientes.
  • A literatura infantil não tem temas proibidos: tudo pode ser abordado com cuidado e sensibilidade, desde alegrias até medos e perdas.
  • Goimar Dantas usou suas memórias de infância e o folclore nordestino para escrever seu primeiro livro infantil, "Quem tem medo de papangu", que valoriza a cultura local.
  • Antonio Candido, um grande estudioso, disse que histórias são essenciais para a vida humana e que não passamos um dia sem elas.
  • Os livros infantis funcionam como pontes que ajudam as crianças a entender emoções, enfrentar dificuldades e criar laços com outras pessoas.

Nessa tarefa desafiadora e gratificante, os autores usam uma linguagem que parece simples, mas é cheia de significado. Eles conversam com um público que exige atenção e faz muitas perguntas. Nesse universo, não existem temas proibidos, porque o texto literário é como um teto que abriga os mais diversos assuntos, desde que sejam tratados com sensibilidade e beleza.

Por meio de palavras, imagens e metáforas, os escritores compartilham com as crianças histórias que mostram alegrias, belezas e encantos, além de senso de pertencimento e identidade. Mas também falam sobre medos, perdas, dúvidas e outros sentimentos que fazem parte da vida.

Em meu primeiro livro infantil, "Quem tem medo de papangu", publicado há quinze anos, usei minhas lembranças de infância e a figura do meu avô, Pedro Horácio, que era um tradicional papangu da cidade de Japi (RN), para apresentar um personagem do folclore nordestino.

Ao valorizar nossas histórias e tradições, aprendemos a respeitar mais outros povos, culturas e modos de viver. Esses conhecimentos são essenciais para construir futuros que respeitem a diversidade, que é a verdadeira riqueza da sociedade.

Histórias são fundamentais para a vida humana. No ensaio "O direito à literatura", Antonio Candido diz que é impossível passar um dia sem recorrer a elas. Imaginar é uma necessidade humana muito importante.

Ao reler esse texto, lembro dos contos de fadas, cujos personagens atravessam mundos desconhecidos e enfrentam desafios que os ajudam a crescer. O que os move é a esperança de que, no final da jornada, uma nova realidade os espera.

Assim são os livros para crianças: pontes para um mundo de símbolos que as divertem, acalmam e ajudam a entender emoções, enfrentar momentos difíceis, resolver conflitos e criar vínculos. Essa é a magia da literatura, baseada no poder das palavras, que são um fator de união entre as pessoas, como disse a professora Nelly Novaes Coelho.

Neste Dia do Escritor, celebrar a literatura é acreditar que dar mais livros para as crianças pode ser o primeiro passo para escrever um futuro onde a educação de qualidade seja um direito garantido para todos.