Um físico e teólogo mostra que grandes cientistas, como Einstein e Newton, não viam conflito entre estudar o universo e acreditar em Deus. O artigo explica como a ciência moderna, como a física quântica, está cada vez mais próxima de ideias espirituais, e defende que o diálogo entre as duas áreas é importante para entendermos melhor o mundo.
Já dizia Albert Einstein: "A ciência sem a religião é paralítica. A religião sem a ciência é cega". O que motivava os cientistas de antigamente O que eles desejavam Na verdade, queriam desvendar o universo de Deus!
Cientistas como Isaac Newton, Johannes Kepler e G. W. Leibniz viam na pesquisa uma maneira de entender o divino. O paleontólogo e jesuíta Teilhard de Chardin passou a vida toda tentando unir ciência e religião. Em suas palavras: "O Universo, considerado em seu conjunto, tem um fim e não pode errar de direção, nem parar no caminho". Para ele, o cosmos está se dirigindo ao encontro com Deus no Final dos Tempos. Não vivemos em um universo dominado pelo acaso.
- Einstein, Newton e outros grandes cientistas acreditavam que estudar a natureza era uma forma de entender Deus.
- A física quântica mostra que todas as partículas estão interligadas, o que se parece com uma visão mística do mundo.
- O físico brasileiro Marcelo Gleiser é um dos cientistas modernos que busca unir ciência e espiritualidade.
- O Papa João Paulo II reunia astrofísicos e filósofos no Vaticano para discutir a origem do universo.
- Segundo a física quântica, a nossa consciência pode influenciar a realidade ao nosso redor.
Segundo a mecânica quântica, todas as partículas estão interligadas, formando uma unidade. Aqui temos o acaso científico sendo desafiado! Essa é uma visão mística e religiosa. "Quer queiramos, quer não, estamos todos ligados a tudo o que nos circunda, com todas as fibras de nosso ser". Palavras do jesuíta que queria unir, e não separar.
Atualmente, físicos como Amit Goswami e Menas Kafatos procuram unir ciência e espiritualidade, e até mesmo o físico brasileiro Marcelo Gleiser está caminhando nesse sentido. C. G. Jung, ao contrário de Freud, legitimava o impulso religioso do homem. Para Jung, existe dentro de nós uma imagem de Deus, e Santo Agostinho dizia algo parecido. "O Reino de Deus está dentro de vós", falava Jesus.
O Papa João Paulo II, uma vez por ano, reunia no Vaticano os maiores astrofísicos e filósofos do mundo com o objetivo de discutir questões como a origem do universo. Jung conversou muito com o Prêmio Nobel de Física Wolfgang Pauli. Eles aproximaram a psicologia e a física quântica, que nos mostra a nossa espiritualidade. Segundo a mesma física, a consciência humana tem participação ativa na construção da própria realidade. Ao olharmos para uma partícula como o elétron, mudamos o seu comportamento.
Joseph Campbell dizia que os mitos universais apontam para aquilo que vai além: apontam para o transcendente. Antigamente, os homens criavam histórias para poder entender e explicar esse universo maravilhoso e aterrorizante.
Então surgiu a ciência empírica. Gradualmente, os cientistas foram deixando de lado a religião até banirem completamente Deus. Mas agora muitos deles já estão percebendo que não é possível explicar o universo abandonando completamente a hipótese Deus. Toda disputa entre ciência e religião não terá futuro se dependermos da nova ciência espiritualista que está surgindo. Precisamos urgentemente unir os conhecimentos humanos.

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