03 de novembro de 2026

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Plantio de soja no Brasil chega a 50% e adianta calendário

Agronegócio Soja 03/11/2026 15:21 Assessoria Itaú BBA e AgRural, CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Consultoria Agro do Itaú BBA revela que o plantio da safra 2026/27 atingiu quase metade da área cultivada em outubro, impulsionado pelo retorno das chuvas no Brasil Central. A avanço reduz o risco de concentração da semeadura em novembro e favorece o calendário da segunda safra, mas irregularidade nas precipitações mantém o Centro-Oeste em alerta.

O plantio da soja da safra 2026/27 se aproximou de 50% da área cultivada no Brasil em outubro. Esse avanço veio com o retorno das chuvas sobre o Brasil Central. A situação coloca o calendário nacional à frente do observado nas últimas cinco safras. Isso reduz o risco de concentração excessiva da semeadura em novembro.

A avaliação é da Consultoria Agro do Itaú BBA. A consultoria aponta a irregularidade das precipitações como um ponto de atenção. A redução da umidade do solo em partes do Centro-Oeste também preocupa para a temporada.

O Mato Grosso recuperou a velocidade do plantio na segunda metade de outubro. O início foi mais lento devido à espera por chuvas regulares. A retomada é importante para a oleaginosa e para o calendário das culturas de segunda safra. O milho e o algodão dependem desse avanço.

Ritmo da soja influencia segunda safra

  • O avanço da semeadura em outubro é estratégico para preservar a janela de plantio do milho e do algodão de segunda safra.
  • A data de implantação da soja determina o momento da colheita e, consequentemente, a liberação das áreas para as culturas seguintes.
  • No Mato Grosso, a recuperação do plantio reduziu a probabilidade de um atraso generalizado da segunda safra.
  • O desempenho da safra atual é mais favorável do que o observado em 2015/16 e ligeiramente melhor que o de 2023/24.
  • Atrasos na semeadura da oleaginosa podem concentrar a colheita em janeiro e fevereiro, reduzindo o tempo disponível para a segunda safra.

No Paraná, a disponibilidade de umidade favoreceu o avanço mais contínuo da semeadura. No entanto, o excesso de chuvas em algumas regiões provocou desaceleração. Isso trouxe preocupações sobre possíveis prejuízos às lavouras, incluindo a necessidade de replantio. Ainda assim, o impacto sobre o calendário tende a ser menor. O estado possui uma janela de plantio mais extensa.

Mato Grosso do Sul e Goiás também apresentam evolução consistente. Ambos dependem da continuidade das precipitações. Na Bahia, em Tocantins e no Maranhão, os trabalhos começaram ou ganharam intensidade com a chegada das chuvas. A distribuição irregular mantém diferenças entre as regiões produtoras.

Em Minas Gerais e São Paulo, o plantio segue trajetória próxima ao padrão sazonal. No Rio Grande do Sul, a semeadura permanece em estágio inicial. Isso está em linha com a janela mais tardia do estado.

Chuvas serão decisivas em novembro

O avanço da semeadura em outubro é considerado estratégico para preservar a janela de plantio do milho e do algodão de segunda safra. Isso porque a data de implantação da soja determina o momento da colheita. Consequentemente, isso define a liberação das áreas para as culturas seguintes.

No Mato Grosso, a recuperação do plantio na segunda metade de outubro reduziu a probabilidade de um atraso generalizado da segunda safra. O Itaú BBA destaca que o desempenho da safra atual é mais favorável do que o observado em 2015/16. Apresenta uma configuração ligeiramente melhor que a de 2023/24. Esses períodos foram marcados pelo fenômeno El Niño.

A área de soja equivalente à projetada para o cultivo de milho e algodão de segunda safra no estado foi implantada dentro da janela considerada ideal. O relatório ressalta que atrasos na semeadura da oleaginosa podem concentrar a colheita em janeiro e fevereiro. Isso reduz o tempo disponível para a implantação das culturas seguintes antes do enfraquecimento das chuvas.

Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a preocupação também está relacionada à possibilidade de redução antecipada das precipitações em partes do Cerrado. Esse cenário geralmente está associado ao El Niño. A recuperação do calendário da soja ajuda a diminuir a exposição climática da segunda safra.

Apesar da melhora no ritmo de plantio, a umidade do solo continua sendo um fator de atenção. Após as precipitações registradas no fim de setembro e no início de outubro, a frequência e a intensidade das chuvas diminuíram em partes do Centro-Oeste. Com as temperaturas elevadas, a perda de umidade se acelerou.

No Mato Grosso, foram registrados relatos pontuais de necessidade de replantio em algumas áreas. Segundo o Itaú BBA, os casos são limitados. Até o momento, não comprometem o potencial produtivo do estado. Isso se as chuvas previstas pelos modelos meteorológicos se confirmarem.

As projeções indicam aumento da abrangência e do volume das precipitações entre 29 de outubro e 12 de novembro. A expectativa é que a melhora favoreça a continuidade da semeadura. Recomponha a umidade do solo no Centro-Oeste, embora a distribuição das chuvas permaneça mais irregular no Norte do país.

Para o período entre novembro e fevereiro, os modelos apontam maior propensão a volumes de chuva acima da média no Sul. Enquanto isso, áreas do Centro-Norte devem enfrentar precipitações mais irregulares.

Para o período entre novembro e fevereiro, os modelos apontam maior propensão a volumes de chuva acima da média no Sul. Enquanto isso, áreas do Centro-Norte devem enfrentar precipitações mais irregulares.

Na avaliação da consultoria, a confirmação das chuvas previstas para o início de novembro será determinante. Isso consolidará a emergência das lavouras e reduzirá o risco de replantio. Permitirá o desenvolvimento vegetativo das plantas sem prejuízos relevantes ao calendário.

Caso as precipitações se confirmem, áreas que começaram a apresentar sinais de estresse hídrico poderão retomar um desenvolvimento mais vigoroso. Isso preservará as perspectivas de produtividade da safra 2026/27.