Apesar do aumento de 2,2% nos custos de produção devido à alta dos fertilizantes, a SLC Agrícola anuncia a expansão de sua área cultivada em 2,2% para a safra 2026/2027, com foco em soja e algodão safrinha e ganhos de produtividade.
A alta nos preços dos fertilizantes nos últimos meses impactará os custos de produção da SLC Agrícola na safra 2026/2027.
Apesar da pressão nas despesas, a empresa da família Logemann planeja aumentar a área cultivada e melhorar a produtividade em suas principais culturas, segundo projeções divulgadas em fato relevante à CVM nesta quarta-feira, 7 de outubro.
- Os custos por hectare subirão 2,2%, atingindo R$ 7.217.
- A área total de plantio crescerá 2,2%, somando 854,4 mil hectares.
- Soja e algodão safrinha terão expansão de área.
- Produtividade deve aumentar em todas as culturas principais.
- 57% dos custos da empresa são indexados ao dólar.
Impacto dos custos por cultura
O custo médio por hectare passará de R$ 7.062 para R$ 7.217. A maior pressão será no milho de segunda safra, com alta de 3,8%, indo de R$ 4.346 para R$ 4.510.
Na soja, principal cultura da empresa, a elevação será de 2,1%, passando de R$ 5.181 para R$ 5.292 por hectare. No algodão, o custo da primeira safra subirá 1,8%, para R$ 14.102, e o da segunda safra, 1,9%, para R$ 13.088.
A SLC atribui o aumento principalmente ao custo dos fertilizantes em dólar e à inflação de 4%. Parte da pressão será compensada pela queda dos defensivos em dólar e pela valorização do real, que caiu de R$ 5,45 para R$ 5,20 por dólar no orçamento.
Expansão da área plantada
Para 2026/2027, a área total prevista é de 854,4 mil hectares, um crescimento de 2,2% sobre os 836,1 mil hectares do ciclo anterior. Na soja, o plantio deve atingir 442.075 hectares (+2,9%), representando 51,7% do total.
O milho safrinha terá redução de 2,3%, para 154.607 hectares, como parte de uma estratégia de rotação para melhorar a rentabilidade. A empresa afirma que a redistribuição segue boas práticas agrícolas e sustentáveis.
No algodão, a mudança é mais evidente: a área da primeira safra cairá 10,8%, para 92.204 hectares, enquanto a segunda safra crescerá 12,2%, para 108.156 hectares, impulsionada pelo aumento da irrigação. O total de algodão ficará estável em 200.360 hectares.
Produtividade e proteção cambial
A empresa projeta ganhos de produtividade: o milho safrinha deve render 7.957 kg/ha (+2,8%) e a soja, 4.080 kg/ha (+1,1%). O algodão terá aumentos menores, de 0,4% na primeira e 0,9% na segunda safra.
Em relação ao hedge, 52,9% da produção de soja está protegida a US$ 12,36/bushel. No algodão, a proteção é de 62,2%, a 79,14 centavos de dólar/lb. Na proteção cambial, 23,8% da soja e 23% do algodão estão travados, com taxas médias de R$ 5,39 e R$ 5,76, respectivamente.

Aurélio Pavinato, executivo da SLC Agrícola (Ajustada por IA)


