O tratamento industrial de sementes ganhou muita complexidade. Agora, usa-se uma mistura de biológicos, nutrientes e defensivos. A Laborsan Agro explica que é preciso proteger essa camada para que a semente não quebre e mantenha o vigor no campo.
O avanço no Tratamento de Sementes Industrial tem ampliado não apenas o número de tecnologias aplicadas, mas também a complexidade das operações. Com defensivos, biológicos, nutrientes, bioestimulantes, polímeros e pós secantes dividindo a mesma calda de tratamento, fatores como aderência, uniformidade, secagem e resistência à abrasão passam a ter papel ainda mais relevante na preservação do tratamento aplicado.
No release, a Laborsan Agro aborda esse novo cenário e explica por que a proteção da película formada sobre a semente ganha importância à medida que o TSI se torna mais completo e tecnificado.
- Complexidade Crescente: O uso de múltiplos insumos na mesma calda exige controle rigoroso sobre como eles se comportam.
- Proteção da Película: A camada externa da semente precisa ser protegida contra abrasão e perdas de uniformidade.
- Estudos da Embrapa: Pesquisas mostram que 100% das instituições usam fungicidas e inseticidas, e a maioria usa pós secantes.
- Impacto no Vigor: O volume da calda e a composição influenciam a integridade da semente e sua capacidade de germinar.
- Crescimento Projetado: O mercado projeta que a participação do tratamento industrial suba de 36,3% para 55,7% até a safra 2028/29.
Tratamento de sementes incorpora mais tecnologias
O Tratamento Industrial de Sementes (TSI) deixou de ser uma operação concentrada apenas em fungicidas e inseticidas. Hoje, a semente pode receber também produtos biológicos, nutrientes, bioestimulantes, polímeros e pós secantes antes de chegar ao campo. Trata-se de uma evolução significativa na forma de preparar a semente para a lavoura.
Essa evolução amplia o grau de exigência técnica. Quanto mais tecnologias compartilham a superfície da semente, maior é a necessidade de o tratamento permanecer uniforme, aderido e protegido até o momento da semeadura.
Diversificação de insumos na calda
Um levantamento da Embrapa Soja com 61 instituições produtoras de sementes em 12 estados mostra essa diversificação. Entre as participantes, 100% relataram utilizar fungicidas, inseticidas e polímeros no TSI. Pós secantes estavam presentes em 97% das operações pesquisadas, enquanto nematicidas, nutrientes, inoculantes e bioestimulantes também faziam parte das tecnologias disponíveis.
Na prática, o tratamento deixou de ser uma calda simples e passou a funcionar como um sistema no qual diferentes tecnologias precisam se integrar sobre uma superfície pequena e biologicamente sensível.
Mais tecnologia requer maior controle
Um estudo publicado no Journal of Seed Science reforça essa preocupação. A pesquisa avaliou diferentes volumes e composições de calda com defensivos, insumos biológicos, polímero e pó secante, e mostrou que tanto o volume quanto a composição podem influenciar a integridade do tegumento e o vigor das sementes.
Nas condições do experimento, volumes maiores aumentaram o estresse sobre as sementes, enquanto tratamentos com polímero, isoladamente ou associado ao pó secante, ajudaram a preservar o aspecto fisiológico.
O resultado reforça que, em sistemas com muitos insumos, não basta escolher os insumos. É preciso considerar também como eles interagem, qual a distribuição na superfície e a permanência deles sobre a semente.
Ação de polímeros e pós secantes
É nesse ponto que a evolução do TSI encontra o trabalho desenvolvido pela Laborsan Agro. Com mais tecnologias reunidas na mesma calda, aumenta a necessidade de controlar cobertura, aderência, secagem, estabilidade e resistência à abrasão. Nesse processo, polímeros e pós secantes contribuem para preservar a película formada pelo tratamento.
À medida que aumentamos o número de tecnologias presentes na calda, cresce a responsabilidade de preservar o tratamento colocado sobre a semente. Não basta ter uma formulação ou receita tecnológica se ocorre perdas de uniformidade, abrasão, desprendimento de poeira ou ausência de boa adesão durante os processos, afirma Letícia Azevedo, Coordenadora de Pesquisa e Inovação da Laborsan Agro.
Expansão da técnica no mercado brasileiro
Com a incorporação de mais produtos, o tratamento de sementes industrial ainda tem espaço para crescer no Brasil. No levantamento da Embrapa, o TSI correspondia a 36,3% do volume de sementes comercializado pelas instituições participantes na safra 2022/23. Para 2028/29, as próprias empresas e cooperativas projetavam participação de 55,7%.
Para a Laborsan Agro, o crescimento do TSI aumenta a demanda por tecnologias voltadas à manutenção do tratamento aplicado à semente. A meta da pesquisa hoje é entender como diferentes tecnologias atuam sobre a mesma semente. Volume de calda, recobrimento, secagem, aderência e compatibilidade precisam ser considerados em conjunto para preservar a qualidade e o resultado esperado do tratamento, informa Letícia Azevedo.
Com a evolução do TSI, o próximo passo consiste em colocar mais tecnologia sobre a semente e assegurar que a formulação permaneça protegida e funcional até chegar ao solo.

Tratamento de sementes incorpora mais tecnologias e aumenta a necessidade de proteção da película formada (Ajustada por IA)




