A MFG Agropecuária, que confinou 322 mil bois no ano passado, agora exige que todos os fornecedores de produtos veterinários e rações possuam certificações de sustentabilidade e bem-estar animal. A decisão visa atender à demanda global por carne produzida de forma ética, garantindo que a responsabilidade ambiental e animal permeie toda a cadeia produtiva, desde os insumos até a mesa do consumidor. Cerca de 80% dos parceiros já fornecem insumos certificados, e o restante está em processo de adaptação.
A MFG Agropecuária, empresa que confinou 322 mil bovinos no ano passado, anunciou uma nova diretriz para sua cadeia de suprimentos: apenas fornecedores de insumos que possuam certificação de sustentabilidade e bem-estar animal serão aceitos. Esta decisão eleva o padrão de exigência para toda a rede de parceiros que abastece as unidades do grupo, alinhando-se às fortes exigências globais do consumidor por carne produzida de forma ética.
Essa mudança busca atender a uma tendência mundial onde a qualidade da carne não depende apenas do produto final, mas de como os animais foram tratados durante todo o ciclo produtivo. A empresa afirma que essa iniciativa garante a responsabilidade e a qualidade em toda a cadeia, dos insumos até o consumidor final.
- A MFG exige certificações de sustentabilidade e bem-estar animal de fornecedores de insumos.
- A medida impacta empresas de produtos veterinários e suplementos alimentares.
- O grupo possui unidades na Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.
- Cerca de 80% dos parceiros já fornecem insumos certificados regularmente.
- A iniciativa acompanha a tendência global de consumo consciente de carne.
Importância dos fornecedores na cadeia produtiva
Maryele Rodrigues, gerente de Sanidade e Bem-Estar Animal da MFG Agropecuária, explicou que investir apenas em iniciativas internas não é suficiente. É essencial que os fornecedores compartilhem da mesma visão de bem-estar animal e sustentabilidade. Ao envolver a rede de suprimentos, a empresa garante a responsabilidade e a qualidade em toda a cadeia produtiva, desde os insumos até o produto final, que é a carne bovina.
A nova política impacta diretamente os fornecedores de produtos veterinários e suplementos alimentares específicos para a espécie bovina. O grupo, que possui seis unidades distribuídas pelos estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, vem se preparando para essa mudança há cerca de dois anos. Durante esse período, a empresa estimulou seus parceiros a se adequarem aos novos padrões. Atualmente, cerca de 80% das empresas fornecedoras já entregam insumos certificados regularmente, enquanto o restante está em processo de organização para atender aos requisitos.
Tendência global e impacto do consumidor
Essa conduta reflete uma transformação mais ampla na pecuária mundial. O foco deixou de ser apenas a eficiência na produção de proteína para incluir a capacidade de responder às crescentes exigências de sustentabilidade e bem-estar animal. Acompanhar essa tendência significa levar esses princípios para além do interior da fazenda, envolvendo também os parceiros de insumos que são fundamentais para o confinamento.
O consumidor desempenha um papel de grande influência nessas transformações. Suas escolhas de consumo estimulam mudanças na indústria, nos fornecedores e dentro das fazendas e confinamentos. A meta da MFG é reforçar que a qualidade da carne começa muito antes de chegar ao balcão do açougue, iniciando-se na forma como toda a cadeia produtiva decide produzir o alimento.
Ações de sustentabilidade e bem-estar animal
O compromisso da MFG com a sustentabilidade e o bem-estar animal se consolida através de ações contínuas em seus programas de Sanidade e Bem-Estar Animal e Nutricional. A empresa adota práticas específicas para garantir o conforto e a saúde dos animais, contribuindo para a qualidade final do produto.
Entre as principais práticas adotadas, destacam-se a realização de aclimatação para animais recém-chegados, a adesão ao manejo conhecido como nada nas mãos para reduzir o estresse, o enriquecimento ambiental nos piquetes, a substituição da marca a fogo por tatuagem e a adoção de um protocolo natural na nutrição dos rebanhos.

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