O programa de crédito fundiário dobrou o número de contratos no Sul do Brasil, liberando quase 90 milhões de reais para que jovens agricultores comprem suas próprias terras e continuem a lavoura familiar, apesar da burocracia e dos preços altos.
O crédito fundiário se tornou uma saída prática para jovens agricultores no Sul do Brasil. Com ele, eles conseguem financiar a compra da terra, superando problemas como a complicação burocrática e o alto custo dos imóveis rurais. O objetivo principal do programa é garantir que as novas gerações permaneçam no campo e assumam as atividades familiares, mantendo viva a tradição agrícola.
Os números mostram um crescimento expressivo na região. O volume de empréstimos para a compra de terras dobrou, saindo de 191 para 385 contratos entre os anos de 2024 e 2025. Além do aumento na quantidade de contratos, os valores totais investidos também subiram, chegando a R$ 89,8 milhões apenas no último ano.
- O número de contratos de financiamento rural dobrou no Sul do Brasil em um ano.
- Cerca de 45% dos empréstimos no Paraná foram voltados para jovens agricultores.
- O valor médio de uma operação no Paraná foi de R$ 265.600.
- Quase R$ 90 milhões foram liberados para os jovens comprarem terras.
- Mais de 500 pedidos de financiamento ainda esperam para serem aprovados.
O avanço das operações de financiamento
A expansão do crédito fundiário é um dos sinais mais claros de que o programa está chegando às famílias que mais precisam. O aumento na quantidade de contratos e nos valores financiados demonstra que a ferramenta está sendo usada ativamente para a formação de novas propriedades. Isso é essencial para evitar que a terra seja concentrada em poucas mãos e para garantir a continuidade da produção local.
O crescimento também indica que os jovens estão mais confiantes em buscar recursos para investir na agricultura. A acessibilidade a taxas de juros mais baixas torna esse tipo de empréstimo uma opção muito mais atrativa do que outras linhas de crédito tradicional. Dessa forma, a agricultura familiar ganha força e capacidade de renovação no Sul do país.
Principais obstáculos para a compra da terra
Apesar do bom desempenho, os jovens ainda enfrentam dificuldades significativas. A primeira é a burocracia, ou seja, a quantidade de documentos e etapas necessárias para aprovar o empréstimo. Esse processo pode ser lento e frustrante, atrasando o momento em que o jovem consegue comprar sua fazenda.
- A burocracia exige muitos documentos, o que atrasa a liberação do dinheiro.
- O preço da terra está alto, especialmente em estados como o Paraná.
- Há uma fila de espera com mais de 500 propostas aguardando análise.
Outro grande desafio é o custo elevado dos imóveis rurais. No Paraná, o valor médio de uma operação atingiu R$ 265.600, o que representa o maior preço entre os estados do Sul. Para a maioria das famílias, essa é uma quantia difícil de arcar mesmo com a ajuda do programa, exigindo que o jovem busque outras formas de complemento ou espere por melhores condições de pagamento.
A importância do apoio técnico
Ter a terra é um passo, mas cuidar dela de forma lucrativa é outro. Por isso, é fundamental que o jovem agricultor tenha acesso a assistência técnica e extensão rural. Esses profissionais ajudam a entender como plantar, colher e vender os produtos de maneira sustentável e com bom lucro.
O crédito fundiário não pode funcionar sozinho. Ele precisa ser conectado com outras políticas públicas de apoio. Somente com uma rede de suporte, incluindo orientação técnica, que os jovens conseguirão transformar a propriedade em uma fonte de renda estável e permanecer no campo com dignidade.
O perfil dos jovens beneficiados
No Paraná, que é um estado com forte presença agrícola, cerca de 45% das operações de crédito fundiário realizadas em 2025 foram destinadas a jovens. Isso prova que o programa está cumprindo seu papel social e econômico de formar novas gerações de produtores.
A combinação de juros baixos e o foco no jovem torna o crédito fundiário a melhor porta de entrada para quem deseja investir na agricultura familiar. É uma chance real de construir um futuro no campo, mantendo as raízes e gerando desenvolvimento local.

Jovens agricultores no Sul do Brasil


