Devido aos altos preços e tensões internacionais, o Brasil deve importar entre 40 e 41 milhões de toneladas de fertilizantes em 2026. Isso representa uma queda de até 12% em relação ao recorde de 2025. A redução ocorre mesmo com a expansão da área plantada, pois os produtores buscam economizar usando técnicas de aplicação mais precisas e reduzindo desperdícios para manter a rentabilidade da safra 2026/27.
A importação de fertilizantes pelo Brasil deve cair mais de 10% em 2026. Essa queda acontece mesmo com o aumento esperado da área cultivada na próxima safra (2026/27). A previsão é de que o país importe entre 40 e 41 milhões de toneladas no ano. Esse volume é próximo ao de 2023 e menor que o recorde de 45,5 milhões de toneladas registrado em 2025.
A estimativa foi divulgada durante o programa Mercado & Cia. Os dados vêm do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O foco é mostrar como os preços altos dos fertilizantes estão mudando as decisões dos produtores rurais.
- O Brasil deve importar entre 40 e 41 milhões de toneladas de fertilizantes em 2026.
- A área plantada deve crescer para cerca de 85 milhões de hectares no ciclo 2026/27.
- Entre 80% e 85% dos fertilizantes usados no país vêm de importação.
- Produtores estão reduzindo quantidades aplicadas para cortar custos e aumentar a eficiência.
- A aplicação em taxa variável e análises de solo ajudam a usar menos produto sem perder produtividade.
Área plantada cresce, mas consumo de insumos não acompanha
Segundo a análise, a área cultivada no Brasil deve se aproximar de 85 milhões de hectares no ciclo 2026/27. No ano anterior, eram cerca de 84 milhões de hectares. Apesar dessa expansão territorial, o consumo de fertilizantes não deve crescer no mesmo ritmo que a produção agrícola.
O cenário é notável pela alta dependência do mercado externo. Atualmente, de 80% a 85% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. Isso torna os custos de produção muito sensíveis às variações de preços internacionais.
Estratégias para enfrentar preços altos
A principal razão para a queda nas importações é o aumento no preço dos fertilizantes. Tensões geopolíticas e conflitos internacionais pressionam os custos dos insumos. Diante disso, os produtores buscam alternativas para manter seus lucros.
Uma estratégia é reduzir as quantidades aplicadas. Outra é adotar técnicas que aproveitem melhor os nutrientes já disponíveis. Uma dessas opções é a aplicação de fertilizantes em taxa variável, que distribui o insumo conforme a necessidade específica de cada parte da propriedade.
As análises de solo também ganham importância. Elas ajudam a identificar quais áreas realmente precisam de adubação e quais quantidades são adequadas. Com isso, o produtor reduz desperdícios e otimiza investimentos, sem cortar a adubação de toda a lavoura uniformemente.
A expectativa é que o Brasil encerre 2026 com uma área cultivada maior, mas com um volume significativamente menor de fertilizantes importados. Isso mostra a preocupação dos agricultores com custos e a busca por eficiência no uso dos insumos.

Preços elevados dos insumos pressionam produtores rurais


