O fenômeno El Niño deve causar chuvas intensas no Sul e calor no Centro-Oeste e Norte, o que exige que os produtores de soja mudem a estratégia de combate a doenças, pragas e plantas daninhas para não perderem a colheita em 2026/27.
El Niño muda o clima e desafia o produtor de soja
A soja brasileira começa a safra 2026/27 com um clima caprichoso. O fenômeno El Niño deve ficar mais forte entre outubro e dezembro de 2026 e pode durar até abril de 2027. Isso vai mudar as chuvas e as temperaturas, o que afeta desde o plantio até o cuidado com doenças, ervas daninhas e insetos nas lavouras.
As regiões do país terão problemas diferentes. No Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, deve chover mais que o normal entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027. Esse excesso de água é o perigo lá. Já no Centro-Oeste e Norte, vai fazer muito calor e chover menos. Os produtores nessas áreas precisam se preparar para a seca.
Para Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo da IHARA, não dá para contar só com a chuva. A escolha de sementes certas, o preparo do solo, o tratamento das sementes e ter os produtos prontos na fazenda são vitais. As datas para aplicar os defensivos podem mudar, então o planejamento precisa ser rápido, explica.
- O El Niño vai causar muita chuva no Sul, mas calor e seca no Centro-Oeste e Norte.
- No Sul, o excesso de água aumenta o risco de doenças como a ferrugem asiática.
- No Centro-Oeste, a prioridade é preparar a raiz da soja para aguentar a seca.
- Insetos como a mosca-branca devem aumentar muito, exigindo monitoramento constante.
- O produtor precisa ser flexível para mudar a data das aplicações conforme o clima mudar.
No Sul, o excesso de água é o maior vilão
Quem tem campo muito úmido enfrenta problemas logo no começo. Se o solo for compactado ou não drenar bem, a água sobra e causa doenças nas raízes, como a podridão-radicular de fitoftora. Isso atrapalha o nascimento das plantas. Por isso, tratar a semente e escolher variedade certa antes de plantar é essencial.
Quando chove muito, as folhas ficam molhadas por tempo longo. Junto com a temperatura amena, isso ajuda doenças like a ferrugem-asiática a crescer. Essa é a maior preocupação do Sul. O produtor tem que usar fungicidas com inteligência e no momento certo.
Se chover todos os dias, por exemplo, a cada 5 dias, o intervalo entre aplicações que seria de 12 dias pode pular para 17 dias. Isso estraga o controle das doenças. Ter a tecnologia certa e planejar tudo evita esse problema, diz Corsini.
Para ajudar, existe o SUGOY. É um fungicida para soja que protege a planta e tem três formas de agir. Ele ajuda a controlar a ferrugem-asiária e evita que a praga fique resistente. Além disso, é prático porque não precisa ser misturado com outros produtos.
Centro-Oeste e Norte: foco em raízes fortes
No Cerrado, Chuvas espaçadas e sol forte podem causar falta d'água. A solução é fazer a raiz da soja crescer bem forte. Assim, a planta aguenta melhor o estresse da seca sem morrer.
Inimigos como nematoides (vermes minúsculos), solo apertado e excesso de alumínio podem impedir que a raiz cresça. O trabalho deve começar antes do plantio, avaliando a terra e melhorando as condições iniciais.
Uma boa ideia é investir no tratamento da semente. O CERTEZA N é um fungicida para sementes que também combate nematoides. Ele ainda controla doenças de solo, como mofo-branco, antracnose e Fusarium. Ele gruda bem na semente, não lava com a chuva e protege a muda no início do ciclo.
Quando o produtor usa um produto que trata a doença e o nematoide de uma vez, ele economiza trabalho e protege o potencial da plantação desde o começo, destaca o gerente de marketing regional da IHARA.
Ervas daninhas e insetos pedem atenção extra
Além das doenças, o clima ajuda as ervas daninhas a crescerem. No Centro-Oeste, a falta de água agora faz a competição por recursos ser intensa. As plantas daninhas roubam água e nutrientes da soja nas primeiras fases. O inverno chuvoso fez as ervas aparecem agora em setembro.
O capim-pé-de-galinha e o caruru estão se espalhando. Para controlar, use herbicidas de pré-emergência, como o YAMATO SC. Ele age antes da erva nascer e tem efeito longo. Isso mantém a lavoura tranquila num momento de desenvolvimento crítico da soja.
Estudos mostram que o produto controla mais de 90% do caruru e do capim-pé-de-galinha, melhor que os métodos comuns. Ele não faz mal à soja e não afeta a produtividade atual nem futura.
Com menos chuva e mais calor, os fungos que matam insetos diminuem. Os bichos crescem e se reproduzem mais rápido. Isso aumenta muito a pressão de pragas.
No ano passado, o uso de inseticida para mosca-branca subiu 50%. Agora, cuidado: outras pragas, como percevejos e lagartas, também devem aumentar. Fique atento, enfatiza Gustavo.
Por isso, olhar a lavoura com frequência e usar manejo integrado é a chave. Assim, dá para cortar o mal pela raiz antes que a praga invada tudo.
Planejamento precisa olhar clima, máquina e mercado
Como o clima vai ser diferente em cada lugar, o produtor precisa pensar em três coisas: o clima, a capacidade de operar as máquinas e o dinheiro no mercado. No Sul, o problema é a chuva atrapalhar a entrada dos tratores e o dia da aplicação. No Centro-Oeste e Norte, o foco é fazer a planta nascer bem e não sofrer com o calor inicial.
Para Corsini, adaptar-se é tudo. O agricultor brasileiro é forte e sabe se planejar. Mas, com o clima tão instável, é vital ter os produtos certos na hora certa. As datas mudam e a decisão tem que ser rápida, comenta.
A diferença regional também pede atenção ao bolso. Se a chuva faltar ou for demais, parte da perda pode ser compensada se o preço da soja subir. Por isso, além de olhar a planta, o produtor deve acompanhar os preços e planejar a venda ao longo da safra.
Sobre a IHARA
A IHARA é uma empresa com 60 anos de história que cria soluções para a agricultura brasileira. A marca é conhecida por levar tecnologia japonesa e inovação aos produtores. Ela tem mais de 60 produtos, incluindo fungicidas, herbicidas, inseticidas e biológicos, que protegem mais de 100 tipos de cultivos. O objetivo é ajudar os agricultores a produzir alimentos de qualidade de forma sustentável. Em 2022, a empresa também entrou no mercado de pastagens para ajudar os pecuaristas.

Lavoura de soja




