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IBGE projeta safra recorde em 2026 com 352,9 milhões de toneladas

Agronegócio Safra 15/09/2026 15:06 Redação Digital Canal Rural canalrural.com.br Rio de Janeiro RJ

A produção agrícola brasileira deve crescer 2% em 2026, chegando a 352,9 milhões de toneladas, segundo o IBGE. O avanço é puxado pela expansão da soja e pela maior área plantada, enquanto o Centro-Oeste mantém-se como principal produtor nacional.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 15, os resultados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. A expectativa é que a safra de 2026 chegue a 352,9 milhões de toneladas de grãos. Esse número representa um aumento de 6,8 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, o que equivale a uma alta de 2%.

Além do volume total, a área destinada à colheita também deve ser maior em 2026. O IBGE estima que serão 83,1 milhões de hectares cultivados, uma expansão de 1,8% comparada a 2025. Esse crescimento na área plantada é um dos fatores que sustentam a projeção de aumento na produção geral de grãos no país.

  • A safra total de 2026 deve atingir 352,9 milhões de toneladas, alta de 2% frente a 2025.
  • A área plantada será de 83,1 milhões de hectares, crescendo 1,8% no ano.
  • Soja, milho e arroz representam quase 93% da produção total.
  • O Centro-Oeste concentra 50,4% de toda a produção nacional.
  • Mato Grosso é o maior produtor de grãos, com 32,1% da participação nacional.

Quando se olha apenas para cereais, leguminosas e oleaginosas, houve um pequeno ajuste na estimativa mensal. Na comparação com os dados de julho de 2026, a produção recuou 81.416 toneladas. O mesmo ocorreu com a área a ser colhida, que apresentou uma redução de 17.303 hectares nesse interstício mensal, mas a tendência anual segue de expansão.

Soja, milho e arroz dominam a produção

Tres culturas são responsáveis pela grande maioria da produção brasileira. A soja, o milho e o arroz juntos somam 92,9% do total de toneladas estimadas. Além disso, essas três culturas ocupam 87,4% de toda a área que será colhida em 2026. A soja lidera esse grupo, com uma projeção de 174,8 milhões de toneladas.

O milho vem em segundo lugar, com uma estimativa total de 141,8 milhões de toneladas. Deste total, 29,7 milhões de toneladas devem vir da primeira safra (safrinha), enquanto 112,1 milhões de toneladas são atribuídas à segunda safra, a chamada safrinha de verão. O arroz completo em casca também tem projeção relevante, de 11,2 milhões de toneladas.

Outras culturas importantes também foram detalhadas no levantamento. O trigo teve projeção de 6,3 milhões de toneladas. O algodão herbáceo em caroço deve chegar a 9,2 milhões de toneladas. Já o sorgo, cultura de importância moderada no portfólio agrícola, deve totalizar 5,8 milhões de toneladas em 2026.

Variações entre as culturas em relação a 2025

Não houve crescimento uniforme entre todas as culturas. A soja teve destaque positivo, com um avanço de 5,3% na produção estimada. O sorgo também apresentou bom desempenho, com alta de 8,1% comparada a 2025. Esses avanços foram importantes para sustentar o crescimento geral da safra brasileira.

Por outro lado, algumas culturas tradicionais tiveram queda expressiva. O trigo sofreu a maior redução, com recuo de 18,9% na produção. O arroz em casca caiu 11,2%, enquanto o arroz em casca teve alta de 5,3% para soja e 8,1% para sorgo. O algodão herbáceo em caroço e o feijão também sofreram quedas, de 6,7% e 6,6%, respectivamente. O milho teve um avanço geral de apenas 0,1%, impulsionado pela alta de 15,5% na primeira safra, mas compensado por uma queda de 3,4% na segunda safra.

Esses dados mostram a sensibilidade do setor agrícola a fatores climáticos e de mercado. Enquanto a soja e o sorgo crescem, outras culturas sofrem com oscilações sazonais. A diversidade de culturas ajuda a estabilizar o total nacional, mesmo com quedas em determinadas regiões ou commodities.

Distribuição regional da safra 2026

O Centro-Oeste segue como o coração da produção agrícola brasileira. A região concentra 178 milhões de toneladas, o que corresponde a 50,4% de toda a produção nacional. Essa concentração reflete a força do agronegócio na região, que tem condições climáticas e logísticas favoráveis.

Em seguida, o Sul do Brasil aparece com 91,8 milhões de toneladas. O Sudeste tem projeção de 31,1 milhões, o Nordeste de 29,8 milhões e o Norte de 22,3 milhões de toneladas. A distribuição mostra que, embora o Centro-Oeste domine, as demais regiões têm papéis importantes, especialmente no arroz e no feijão, que são mais concentrados no Norte e Nordeste.

No ranking estadual, Mato Grosso é o grande líder, com 32,1% da produção nacional. O Paraná aparece em segundo, com 13,4%. O Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição, com 10,5%. Goiás vem em quarto, com 9,6%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 8,5%, e Minas Gerais, com 5,5%.

Esses seis estados juntos representam 79,6% de toda a safra brasileira estimada para 2026. Essa concentração geográfica é um fator que influencia a logística de exportação e o escoamento da produção, já que a maior parte dos grãos é gerada em áreas próximas das principais rodovias e portos do país.