09 de setembro de 2026

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Cuidados essenciais com bezerras: primeiros dias definem a produtividade do rebanho

Agronegócio Bezerras 09/09/2026 11:51 Zoetis Brasil via Edelman Brasil

Entenda como o manejo no pós-parto, a qualidade do colostro e a prevenção de doenças respiratórias nos primeiros meses de vida das bezerras podem impactar diretamente a saúde e a produtividade futura do rebanho leiteiro.

O período que envolve o pós-parto da vaca e os primeiros meses de vida da bezerra exige atenção especial dos produtores. Da saúde da matriz no período de transição aos cuidados com colostro, imunidade, nutrição e prevenção de doenças após o nascimento, as decisões tomadas nessa fase podem influenciar o desenvolvimento dos animais e os resultados futuros do rebanho.

A relevância desse cuidado é evidenciada pelos impactos que os problemas sanitários podem representar para a produção. Um estudo realizado em 1.451 propriedades leiteiras familiares no Rio Grande do Sul, com dados referentes a mais de 12 mil bezerras, identificou uma taxa de mortalidade de 8,5% até o desmame, sendo 6,9% correspondente à mortalidade pós-natal. A diarreia esteve entre as principais causas de morte relatadas pelos produtores, reforçando a importância do manejo sanitário adequado nessa fase.

  • Estudo no Rio Grande do Sul mostrou mortalidade de 8,5% em bezerras até o desmame.
  • Diarreia é uma das principais causas de morte em bezerras.
  • Retenção de placenta pode custar quase 20 mil litros de leite em uma propriedade.
  • 75% das doenças em vacas leiteiras ocorrem no primeiro mês após o parto.
  • Vacina intranasal pode ser aplicada desde o primeiro dia de vida da bezerra.

Além disso, em 16% das propriedades avaliadas a mortalidade das bezerras foi igual ou superior a 20%, demonstrando que falhas no manejo podem resultar em perdas expressivas para os sistemas de produção leiteira.

Os primeiros dias de vida representam uma janela importante para estabelecer as bases de saúde da bezerra. Por isso, é fundamental olhar para esse período de forma integrada, considerando desde as condições da vaca no período de transição e no parto até a qualidade e o fornecimento do colostro, a higiene, a nutrição e os protocolos sanitários da cria, explica Daniel Miranda, Gerente de Produto da linha de Leite da Zoetis Brasil.

Saúde da vaca também faz parte do cuidado com a cria

O cuidado com a bezerra começa antes mesmo do nascimento. O período de transição, que compreende as semanas que antecedem e sucedem o parto, é marcado por importantes mudanças fisiológicas e metabólicas na vaca e requer acompanhamento próximo.

Entre os desafios que podem ocorrer nesse período estão retenção de placenta, metrite e distúrbios metabólicos, além de problemas relacionados à locomoção. Um estudo publicado na Pesquisa Veterinária Brasileira, conduzido em uma propriedade de Minas Gerais com 900 vacas em lactação, estimou que a retenção de placenta gerou um custo de US$ 8.878, equivalente a 19.666 litros de leite, no período avaliado. Segundo os pesquisadores, o valor necessário para arcar com os custos da condição correspondeu a 0,34% da produção anual total de leite da propriedade. O trabalho também destaca que aproximadamente 75% das doenças em vacas leiteiras ocorrem no primeiro mês após o parto.

Quando falamos em saúde da bezerra, é importante não olhar apenas para o animal recém-nascido. A condição da vaca, o parto e o manejo realizado imediatamente após o nascimento fazem parte de uma mesma estratégia. Quanto mais estruturado for esse processo, maiores são as possibilidades de identificar rapidamente situações de risco e atuar de maneira adequada, ressalta Miranda.

Colostro e imunidade: atenção desde as primeiras horas

Após o nascimento, um dos principais pontos de atenção é a transferência de imunidade passiva. Como as bezerras nascem com capacidade limitada de produzir seus próprios anticorpos, o fornecimento adequado de colostro é fundamental para a aquisição de imunidade nas primeiras horas de vida.

Além da qualidade do colostro, fatores como volume fornecido, momento do fornecimento, higiene e armazenamento devem ser considerados dentro do protocolo da propriedade. O acompanhamento desses indicadores permite identificar oportunidades de melhoria e reduzir riscos sanitários durante uma fase em que os animais ainda apresentam maior vulnerabilidade.

A atenção a esses cuidados é especialmente importante diante do risco de ocorrência de enfermidades, como diarreias e doenças respiratórias, que podem comprometer a saúde e o desenvolvimento dos animais nessa fase.

Prevenção respiratória também começa desde cedo

Entre os principais desafios sanitários durante a fase de aleitamento estão as doenças respiratórias, favorecidas por fatores como condições inadequadas de ventilação e alojamento, variações de temperatura, exposição a agentes infecciosos e falhas na transferência de imunidade passiva. Além de afetarem a saúde das bezerras, essas enfermidades podem comprometer seu desenvolvimento e trazer impactos que se estendem ao longo da fase de recria.

Nesse contexto, a INFORCE 3, vacina intranasal pioneira e única da Zoetis, que possui indicação para prevenção de doenças respiratórias causadas por vírus sincicial bovino (BRSV), rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e parainfluenza tipo 3 (PI3), podendo ser aplicada a partir do primeiro dia de vida. A vacina atua estimulando a imunidade da mucosa, a resposta imune celular e a produção de anticorpos.

A prevenção deve fazer parte de um programa estruturado e individualizado para cada propriedade. Vacinação, colostragem, higiene, nutrição, conforto e monitoramento dos animais são ferramentas que precisam estar integradas. O objetivo é reduzir a ocorrência de doenças e permitir que a bezerra expresse seu potencial de crescimento ao longo da recria, explica Miranda.

Para as vacas, situações que demandam tratamento devem ser avaliadas pelo médico-veterinário, que definirá a conduta adequada de acordo com o diagnóstico e as características de cada animal. O EXCEDE, por exemplo, é um antibiótico à base de ceftiofur indicado para bovinos em situações específicas, incluindo o tratamento e controle da doença respiratória bovina e da podridão dos cascos.

Investir nos primeiros meses é pensar no futuro do rebanho

Os primeiros cuidados com a bezerra não devem ser vistos de forma isolada. O nascimento, a colostragem, a prevenção de doenças, a nutrição e o acompanhamento durante a recria fazem parte de um processo contínuo de formação do futuro animal de produção.

Para o produtor, essa visão integrada pode contribuir para reduzir perdas, melhorar os indicadores sanitários e favorecer a formação de animais mais preparados para as próximas etapas da vida produtiva.

Uma bezerra saudável é resultado de um conjunto de cuidados que começa antes mesmo do nascimento. O desafio é transformar cada uma dessas etapas em um protocolo consistente, com acompanhamento dos indicadores e atuação preventiva. Dessa forma, o produtor não está apenas cuidando da saúde atual do animal, mas construindo as bases para o desempenho futuro do rebanho, conclui Miranda.