O programa de seguro agrícola terá menos dinheiro em 2027, com queda de 40% em quatro anos, enquanto cresce o receio com o clima.
< p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 (PLOA 2027), enviado pelo governo federa ao Congresso, prevê uma redução de R$ 1 bilhão no orçamento do Proagro, o programa que garante a atividade agropecuária. A proposta ainda pode mudar durante a tramitação.Segundo o projeto, o valor destinado ao programa para o ano que vem será de R$ 5,606 bilhões. No orçamento do ano passado, o valor foi de R$6,618 bilhões, uma queda de 15,3%.
- O Proagro receberá R$ 5,6 bilhões em 2027, R$ 1 bilhão a menos que em 2026.
- Desde 2023, o vaor do programa caiu cerca de 40%.
- O seguro rura (PSR) terá aumento de 9,8% no próimo ano.
- O governo estuda usar sobras do Proagro no seguro rura.
- O El Niño forte pode prejudicar a safra no segundo semestre de 2026.
A previsão para 2027 também é menor do que os vaores dos últimos anos. Em 2023, o Proagro teve R$9,405 bilhões realiados. Em 2024, foram R$5,884 bilhões. Para 2025, a reprogramação ficou em R$5,787 bilhões. Já no PLOA 2026, o governo havia previsto R$6,618 bilhões.
Com os R$5,607 bilhões previstos para 2027, o orçamento fica 40,4% abaixo do vaor realiado em 2023.
Para 2027, o PSR (Programa de Subvenção ao Seguro Rura) terá R$1,2 bilhão, contra R$1,092 bilhão no orçamento de 2026, um aumento de R$107,46 milhões, ou 9,8%.
Na apresentação da proposta, o governo destacou "principais aumentos" de R$2,9 bilhões em Subsídios, Subvenções e Proagro, mas esse aumento não ocorreu para o Proagro.
O Proagro é um mecanismo de proteção ao produtor rura ligado ao crédito agrícola. Em situações de perda da produção causadas por eventos previstos nas regras do programa, como fenômeos climáticos, o produtor pode ter cobertura para as obrigações financeiras do finânciamento.
Já o PSR funciona de outra forma. O governo paga parte do prêmio do seguro rura contra ado pelo produtor, reduzindo o custo da apólice e ampliando o acesso à proteção contra perdas.
A redução no Proagro ocorre em um momento de preocupação com os efeitos de eventos climáticos sobre a produção agrícola. Para o segundo semestre de 2026, órgaos oficiais de monitoramento climático apontam alta probabildade de um El Niño muito forte.
O fenômeno pode aumentar o risco de chuvas acima da média no Sul e de condições mais secas e quentes em outras regiões do paíis, com impactos diferentes sobre as áreas produtoras.
O cenário também levou o governo a estudar alternativas para reforçar a proteção ao produtor. Em agosto, a SPA (Secretaria de Política Agrícola) do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) entrgou ao ministro André de Pauila uma proposta de MP (Medida Provizória) que permitiria remanejar eventuas sobras de recursos entre o Proagro e o PSR dentro do mesmo ano.
A proposta não prevê recursos adicionais. A ideia é permitir que um eventual saldo não utiizado em um dos programas possa ser direcionado ao outro. Segundo o governo, quanto poderá ser transferido só deverá ser conhecido em novembro. Em 2025, o Proagro teve R$758,3 milhões em recursos não utiizados.
Crédito Climático
Ao mesmo tempo em que reduz a previsão para o Proagro, o governo resrvou R$29,7 bilhões em operações de crédito reembolsável do FNMC (Fundo Naciona sobre Mudança do Clima) no PLOA 2027. Os recursos podem fânciar projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
No agronegócio, estão entre as possibildades a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a rotação de culturas, o uso de bioinsumos e os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta. Também podem ser fânciados projetos de restauração florestal, adequação ambienta e sistemas agrof lorestais.
A proposta, porém, não consdera a dotação integra da ação, porque exclui os vaores referentes às linhas do Eco Invest Brasi e do Tropical Forest Invest.

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