O Brasil é um dos maiores produtores de limão do mundo, mas uma doença sem cura chamada greening pode destruir pomares e reduzir a oferta da fruta. Entenda como identificar e prevenir o problema.
O Brasil é um dos maiores produtores de limão do mundo, mas uma doença chamada greening ameaça as plantações. Ela pode fazer os produtores terem que arrancar as árvores doentes, o que reduz a oferta da fruta. O limão representa 8% de tudo que o país produz em frutas cítricas, e quase todo ele (97%) é do tipo Tahiti.
A doença é causada por uma bactéria transmitida por um inseto chamado psilídeo. Esse inseto tem menos de 3 milímetros e vive de 12 a 43 dias, mas cada fêmea põe de 600 a 800 ovos, então a reprodução é rápida. Ao sugar a seiva das árvores, ele também enfraquece as plantas e deixa uma substância que atrai formigas. Quem explica é Fabio Kagi, gerente de assuntos regulatórios do Sindiveg.
- O greening é uma doença sem cura, transmitida por um inseto chamado psilídeo.
- Plantas infectadas não produzem frutos normais e podem morrer em poucos anos.
- Não existe tratamento: a única saída é arrancar e destruir as árvores doentes.
- O inseto se espalha rápido e as fêmeas podem colocar até 800 ovos.
- Produtores devem usar mudas certificadas e monitorar as lavouras constantemente.
A doença também é conhecida como Huanglongbing (HLB). Os sinais aparecem nas folhas, que ficam amareladas ou com manchas irregulares. Os frutos não amadurecem direito, ficam pequenos, tortos e assimétricos. Plantas novas podem ser destruídas em um ou dois anos; as adultas levam de três a cinco anos para morrer.
Sem tratamento, a única forma de conter a doença é eliminar completamente as árvores infectadas, o que causa prejuízo e reduz a oferta de limão e de produtos derivados.
Prevenção e controle integrado
Para evitar que a doença se espalhe, é preciso acompanhar as lavouras com frequência e adotar o manejo integrado do psilídeo. Isso inclui usar inseticidas com diferentes formas de ação, para evitar que os insetos fiquem resistentes. As embalagens dos produtos explicam como usar, e a indústria também oferece um guia feito pelo IRAC-BR para ajudar no manejo da resistência.
O diagnóstico precoce e o controle do vetor são essenciais para reduzir os impactos do greening. Por isso, o produtor deve incluir a checagem das plantas e as medidas de controle na rotina diária.
Os produtores também devem usar mudas saudáveis e certificadas, para evitar que a doença se espalhe. Mais informações podem ser encontradas no site do Sindiveg, na página sobre proteção de cultivos.

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