Nova técnica substitui ingredientes tradicionais por fibra de madeira, melhorando a saúde intestinal e o desempenho dos suínos.
Uma tecnologia desenvolvida no Brasil promete melhorar a alimentação de porcos ao usar madeira como fonte de fibra. A novidade foi apresentada no Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, em Chapecó (SC). Ela utiliza lignocelulose extraída da madeira de pinus de reflorestamento e pode substituir parte das fibras comuns, como farelo de trigo e casca de soja.
- Essa tecnologia usa madeira de pinus, que é renovável e ajuda o meio ambiente.
- A fibra de madeira funciona como uma esponja, retendo água e melhorando a digestão.
- Animais mais saudáveis produzem leitões mais fortes e com maior peso ao desmame.
- O custo da fibra de madeira é maior, mas a quantidade necessária é menor.
- Em Santa Catarina, a ração representa 72,6% do custo de produção de porcos.
Isso é importante porque a comida responde por boa parte dos custos. Em Santa Catarina, a ração representou 72,6% do custo de produção de porcos vivos em junho, segundo dados da Embrapa.
Fibra funciona como uma pequena esponja
A fibra ajuda na digestão e no funcionamento do intestino dos animais. Segundo Luciano Adrigueto, pesquisador da Global Feed Solution, a nova solução usa lignocelulose de madeira.
O processo aumenta a capacidade de reter água, fazendo com que a fibra funcione como uma esponja no sistema digestivo. Isso ajuda no trânsito intestinal, regula a absorção de glicose e promove uma fermentação benéfica.
Embora o custo seja maior que o do farelo, a quantidade necessária na dieta é menor. Também reduz o risco de contaminações.
Melhora o desempenho das porcas e dos leitões
A utilização da fibra pode melhorar a saúde intestinal das porcas, beneficiando também os leitões. Fêmeas mais saudáveis durante a gestação produzem leitões em melhores condições. Na lactação, isso melhora a produção de leite e aumenta o peso dos leitões ao desmame.
O nutricionista Joel Giardello afirma que a redução de estresse e o equilíbrio intestinal ajudam as porcas a expressar seu potencial produtivo, aumentando a rentabilidade do produtor.
Eficiência da ração pesa no bolso do suinocultor
O equilíbrio da microbiota intestinal é essencial para melhorar a absorção de nutrientes. Com isso, os animais transformam melhor o alimento em produtividade. Isso é relevante porque o Brasil produziu 5,6 milhões de toneladas de carne suína em 2025, com 1,5 milhão de toneladas exportadas. O consumo doméstico foi de 19,1 kg por habitante.
Tecnologias que melhoram o aproveitamento da ração são uma ferramenta importante para reduzir custos e aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que cuidam da saúde e do bem-estar dos animais.

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