Entenda como a agricultura regenerativa está transformando o campo, melhorando o solo, protegendo a biodiversidade e reutilizando resíduos, com exemplos práticos no sul do Brasil.
No dia 18 de agosto, celebra-se o Dia Nacional do Campo Limpo, que destaca a importância da preservação ambiental e de práticas agrícolas mais sustentáveis. A agricultura regenerativa vem ganhando espaço como uma forma de melhorar o solo, a biodiversidade e a capacidade de recuperação das fazendas.
No Brasil, essa mudança já é perceptível. Uma pesquisa feita em 2026 pela Agrosmart, com apoio da ABAG, 4Lab e CNH, mostrou que 78,9% dos produtores já usam plantio direto, uma prática comum na agricultura regenerativa. Entre os que já adotam essas práticas, 70,8% notam melhorias no solo e 69,2% acreditam que esse modelo vai crescer.
- A agricultura regenerativa ajuda a melhorar a saúde do solo e a preservar a água.
- 78,9% dos produtores brasileiros já usam plantio direto, uma das principais práticas.
- O programa Aprimora Solo já beneficiou quase 3,7 mil produtores com dicas técnicas.
- O JTIBio trabalha para proteger a biodiversidade nas fazendas de tabaco.
- O FertiLeaf transforma resíduos industriais em fertilizante orgânico para o campo.
Nesse contexto, a JTI desenvolve com produtores do Sul do Brasil projetos que cuidam do solo, da biodiversidade e até reaproveitam resíduos industriais como adubo.
Quando falamos em agricultura regenerativa, olhamos para a fazenda como um todo. Solo, água, biodiversidade e uso eficiente dos recursos estão ligados. Queremos criar soluções que façam sentido para os produtores e ajudem a produzir de forma mais sustentável e resistente, afirma Diogo Anjelo, diretor de Agronomia.
Solo como ponto de partida
Criado em 2021, o programa Aprimora Solo melhora a saúde do solo com diagnóstico técnico, planejamento e acompanhamento das propriedades. Cada área é avaliada individualmente para recomendações sob medida.
Entre as práticas estão: rotação de culturas, plantio direto, uso de plantas de cobertura, correção do solo, aumento da matéria orgânica e preservação da água.
Hoje, o programa já atende cerca de 30% dos produtores integrados da JTI. Quase 3,7 mil produtores participaram, com mais de 4,1 mil áreas avaliadas e 16,5 mil recomendações técnicas. Dessas, aproximadamente 13,6 mil já foram colocadas em prática.
Além disso, o programa oferece treinamentos, dias de campo e acompanhamento técnico para ajudar na adoção de boas práticas.
Biodiversidade integrada à produção
Outro projeto é o JTIBio, que integra a conservação da biodiversidade à produção de tabaco. Ele trabalha com cinco pilares: vegetação nativa, fauna silvestre, água, solo e clima.
As ações incluem monitoramento de fauna e flora, recuperação de áreas de preservação, proteção de nascentes, troca de espécies invasoras por nativas e treinamento dos produtores.
O objetivo é equilibrar a atividade agrícola com a preservação dos recursos naturais. Além dos benefícios ambientais, isso pode melhorar a fertilidade do solo, estimular a polinização natural, aumentar a resistência a mudanças climáticas e reduzir o uso de agrotóxicos.
Do resíduo industrial de volta ao campo
A economia circular está presente no FertiLeaf, um fertilizante orgânico feito a partir do pó de tabaco gerado na indústria.
O FertiLeaf é resultado de 15 anos de pesquisa da FUPASC, tem certificação ECOCERT e registro no Ministério da Agricultura. Ele transforma um resíduo industrial em adubo, reinserindo matéria orgânica na produção.
Esse fertilizante volta às lavouras como uma das soluções oferecidas pela área de Agronomia da JTI aos produtores, ligando a indústria ao campo.
Esse é um exemplo prático de economia circular. Ao reaproveitar um resíduo industrial e transformá-lo em insumo para o campo, fechamos um ciclo e usamos melhor os recursos, complementa Diogo.
Juntos, os programas Aprimora Solo, JTIBio e FertiLeaf mostram como ações complementares podem ajudar o campo. Um cuida do solo, outro da biodiversidade e o terceiro liga a indústria à agricultura.
No Dia Nacional do Campo Limpo, essas iniciativas mostram como a agricultura regenerativa pode, na prática, unir preservação, técnica, inovação e produtividade para um campo mais eficiente e resistente.

Agricultura (IA)


