17 de agosto de 2026

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Como reduzir prejuízos com parasitas na pecuária gaúcha

Agronegócio Pecuária 17/08/2026 11:37 Gabriela Herdeiro (Edelman Brasil)

No Rio Grande do Sul, o controle de parasitas como o carrapato bovino é essencial para evitar perdas de cerca de R$ 300 milhões por ano. Saiba como estratégias integradas e planejamento sanitário podem proteger o rebanho e melhorar a produtividade.

São Paulo, agosto de 2026 O Rio Grande do Sul tem um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e enfrenta um dos cenários mais difíceis quando o assunto é controle de parasitas. O clima do estado favorece a presença de diferentes parasitas durante todo o ano, principalmente do carrapato bovino (Rhipicephalus microplus), que é um dos maiores problemas sanitários e econômicos da pecuária gaúcha. Segundo a Emater/RS-Ascar, o carrapato causa prejuízos de cerca de R$ 300 milhões por ano no estado, além de transmitir a tristeza parasitária bovina, uma das principais causas de morte de bovinos na região.

5 pontos rápidos sobre o controle de parasitas:

  • O carrapato bovino é o principal parasita que ataca o rebanho gaúcho, causando grandes perdas econômicas.
  • Cerca de 70% das propriedades no estado têm carrapatos resistentes a vários remédios, o que dificulta o tratamento.
  • Os parasitas internos também afetam o gado, reduzindo o ganho de peso e a reprodução.
  • O controle estratégico deve ser planejado por um veterinário, considerando clima, época do ano e tipo de criação.
  • Usar endectocidas e produtos específicos como Tackzuron® da Zoetis pode ajudar a controlar os parasitas de forma mais eficaz.

Além dos ectoparasitas, como os carrapatos, os bovinos também sofrem com parasitas internos que atrapalham o ganho de peso, a eficiência alimentar, a reprodução e o desempenho geral. Quando não são controlados, esses parasitas podem causar perdas financeiras enormes e prejudicar a atividade pecuária.

Segundo Elio Moro, Gerente Técnico da Linha de Antiparasitários da Zoetis Brasil, programas de controle são essenciais para diminuir esses prejuízos. Ele explica: "O controle estratégico considera fatores como clima, sistema de produção, categoria animal, época do ano e histórico da propriedade para escolher o melhor momento de agir. Não existe solução única para todas as fazendas; cada uma tem seus desafios e precisa de um plano sanitário feito sob medida, com diagnóstico e orientação técnica".

Especialistas recomendam que o controle de parasitas seja feito de forma contínua, com monitoramento regular, exames periódicos e uso racional dos remédios. Isso ajuda a reduzir a pressão sobre os parasitas, retardando a resistência e tornando os tratamentos mais eficientes. Nesse contexto, os endectocidas, que combatem parasitas internos e externos ao mesmo tempo, são importantes, e produtos específicos para carrapatos, como Tackzuron®, da Zoetis, complementam as estratégias.

"O sucesso do controle parasitário depende da combinação de planejamento, manejo adequado e uso correto das ferramentas. Quando o produtor age preventivamente, com base em conhecimento técnico e acompanhamento constante, ele reduz perdas, melhora o bem-estar dos animais e aumenta a eficiência da fazenda", reforça Elio Moro.

Ao investir em programas estratégicos, os pecuaristas fortalecem a saúde do rebanho, aumentam a produtividade e ajudam a construir uma pecuária mais eficiente, sustentável e preparada para o futuro.