No último dia do evento, especialistas discutiram como o setor pode crescer mesmo com juros altos e crédito limitado. Foram apresentadas novas tecnologias, como drones e automação, e dados sobre o financiamento do agronegócio brasileiro.
No terceiro e último dia do Congresso ANDAV 2026, os participantes discutiram os principais desafios para o crescimento do agronegócio em um cenário de juros altos e crédito restrito. O evento destacou a necessidade de aumentar a produtividade e apresentou novas tecnologias e estratégias de gestão para o setor.
- Drones e automação estão sendo cada vez mais usados para otimizar processos nas fazendas.
- Soluções de gestão ajudam a reduzir custos e aumentar a eficiência.
- Uso de microrganismos melhora a saúde das plantas e do solo.
- Pesquisa mostra que 41% do crédito no agro vem das indústrias, 19% dos próprios produtores e 10% de bancos públicos.
- O setor de distribuição de insumos movimentou R$ 171 bilhões em 2025, entregando 47% de tudo que foi usado no campo.
Tecnologias em destaque
Entre as inovações discutidas no congresso, destacaram-se os drones e a automação para otimizar o trabalho nas propriedades. Também foram apresentadas soluções de gestão para reduzir custos e o uso de microrganismos que ajudam as plantas a se desenvolverem melhor, melhorando a interação com o solo.
Como o crédito é distribuído no setor
Durante o evento, foi divulgada uma pesquisa mostrando como os produtores conseguem dinheiro para financiar suas atividades. Os números chamam atenção:
- 41% dos recursos vêm das indústrias que vendem insumos.
- 19% são financiados pelo setor de distribuição.
- 19% vêm do capital próprio dos próprios fazendeiros.
- 10% vêm de bancos públicos.
Isso mostra que o produtor depende muito da cadeia produtiva e tem pouco acesso a crédito barato do governo.
A importância da distribuição de insumos
O setor de distribuição foi responsável por 47% de todos os insumos entregues aos produtores brasileiros em 2025, movimentando R$ 171 bilhões. Esse valor foi dividido da seguinte forma:
- R$ 105 bilhões em insumos como sementes e fertilizantes.
- R$ 43 bilhões em grãos.
- R$ 23 bilhões em máquinas e serviços.
Apesar das dificuldades econômicas, o setor continua crescendo. O número de lojas aumentou 3,5% em relação a janeiro de 2025, e 32% das empresas planejam abrir novas unidades até 2028, mostrando confiança no futuro do agro brasileiro.



