13 de agosto de 2026

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USDA eleva safra americana de milho e soja com área maior

Agronegócio Safra EUA 13/08/2026 15:01 Redação BRA 1 - Diário

USDA eleva safra americana de milho e soja com área maior, contrariando expectativas do mercado e gerando correção técnica em Chicago.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as estimativas para a safra americana de milho e soja na temporada 2026/27, impulsionado por uma área plantada maior do que a prevista anteriormente, contrariando as expectativas do mercado e gerando uma correção técnica nas cotações da Bolsa de Chicago, com o dólar comercial cotado próximo a R$ 5,19.

O relatório de oferta e demanda (WASDE) divulgado na quarta-feira (12) pelo USDA trouxe revisões para cima na produção de grãos nos Estados Unidos, em um momento em que o mercado já precificava uma possível redução. A decisão do órgão, baseada em levantamentos de campo e dados de área colhida, impacta diretamente as cotações internacionais e as projeções para o Brasil, maior concorrente dos EUA no mercado global de soja e milho.

  • O USDA elevou a produção de soja dos EUA para 2026/27, contrariando apostas do mercado que esperavam uma redução.
  • A área plantada de milho e soja nos Estados Unidos foi revisada para cima, impulsionando a estimativa de safra.
  • O relatório também ajustou as projeções para a safra brasileira de milho e soja, com aumento nas estimativas.
  • As cotações da soja e do milho na Bolsa de Chicago passaram por correção técnica após a divulgação do USDA.
  • O dólar comercial beirou os R$ 5,19, influenciado pelo movimento de ajuste nos mercados futuros de grãos.

O relatório do USDA, divulgado em 12 de agosto de 2026, apontou uma produção recorde de soja nos Estados Unidos, com a safra 2026/27 estimada em 124,5 milhões de toneladas, ante 121,7 milhões do mês anterior. Para o milho, a produção foi projetada em 386,5 milhões de toneladas, também acima da previsão de julho. O aumento se deve, principalmente, à revisão da área plantada, que ficou em 35,8 milhões de hectares para soja e 36,2 milhões para milho, segundo dados do órgão. O mercado, que esperava uma redução por conta de condições climáticas adversas em algumas regiões do Meio-Oeste, foi pego de surpresa, conforme destacou a Globo Rural.

O impacto foi imediato na Bolsa de Chicago. Na quinta-feira (13), as cotações da soja e do milho operaram em baixa, em um movimento de correção técnica após a divulgação do USDA. De acordo com a agronews.tv.br, o dólar comercial beirou os R$ 5,19, refletindo a pressão sobre as commodities agrícolas. O analista do Canal Rural comentou que a elevação da produção americana, combinada com o ajuste nas projeções para o Brasil, cria um cenário de oferta global mais confortável, o que tende a pressionar os preços no curto prazo.

Impacto nas projeções para o Brasil

O USDA também revisou para cima as estimativas para a safra brasileira de milho e soja. Para a soja, a produção nacional foi projetada em 165 milhões de toneladas, enquanto o milho ficou em 127 milhões de toneladas, conforme apurado pela CNN Brasil. O aumento reflete a área plantada maior e as condições climáticas favoráveis em regiões produtoras, como Mato Grosso e Paraná. A decisão do órgão americano contraria as apostas do mercado, que esperava uma redução nas estimativas para o Brasil devido a problemas logísticos e de armazenagem.

Reação do mercado e perspectivas

O relatório do USDA gerou um ajuste nas posições dos fundos de investimento, que estavam comprados em soja e milho. A correção técnica em Chicago, com quedas de até 2% nos contratos futuros, foi acompanhada por uma alta do dólar no Brasil, que fechou a quinta-feira (13) a R$ 5,19. Para o analista do Canal Rural, a tendência é de que os preços das commodities agrícolas permaneçam sob pressão nas próximas semanas, até que novos dados de safra e demanda sejam divulgados. A safra de açúcar dos EUA, por outro lado, foi projetada como a menor desde 2019/20, segundo o spacemoney.com.br, o que pode oferecer algum suporte aos preços do etanol.

O cenário global de oferta ampla de grãos, com as revisões do USDA para os EUA e o Brasil, deve manter os preços em patamares mais baixos no curto prazo. A expectativa do mercado é de que o próximo relatório do USDA, em setembro, traga novos ajustes com base nas condições climáticas e no desenvolvimento das lavouras. Enquanto isso, produtores brasileiros acompanham de perto as cotações em Chicago e a taxa de câmbio, que influenciam diretamente a rentabilidade das exportações.


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