Após um primeiro semestre difícil, com queda no consumo e aumento das importações, os preços da tilápia devem se recuperar no segundo semestre. A redução das compras do Vietnã e as medidas de alguns estados ajudam a melhorar as perspectivas para os produtores.
O mercado brasileiro da tilápia teve um ano difícil no primeiro semestre, mas agora as coisas devem melhorar. No começo do ano, os preços subiram por causa da Quaresma e da Semana Santa, mas depois caíram. Isso aconteceu porque o consumo diminuiu no inverno e porque o Brasil importou muito peixe do Vietnã, o que fez a concorrência aumentar e os preços caírem para os produtores.
Essa situação foi ainda mais difícil para os produtores, especialmente em São Paulo, que é o maior mercado consumidor do país. Só nos primeiros cinco meses do ano, as importações de tilápia corresponderam a cerca de 30% da produção paulista, o que aumentou a concorrência com o peixe nacional.
- O preço da tilápia caiu no segundo trimestre por causa da queda no consumo e do aumento das importações do Vietnã.
- As importações de tilápia do Vietnã diminuíram bastante entre março e julho, o que pode ajudar a melhorar os preços.
- Estados como Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco criaram regras para dificultar a venda da tilápia importada, ajudando os produtores locais.
- A expectativa é que os preços se recuperem aos poucos no segundo semestre, com o aumento do consumo e menos importações.
- A PEIXE BR é uma associação que representa os produtores de peixe e está confiante na recuperação do setor.
Mas agora, no segundo semestre, a expectativa é de recuperação. Isso porque as importações do Vietnã caíram bastante: em março, eram quase 2 mil toneladas, e em julho, menos de mil. Isso ajuda a diminuir a concorrência com o peixe nacional.
Queda no consumo e mais importações no começo do ano
Segundo o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, a queda nos preços no primeiro semestre é normal para a época. O primeiro trimestre foi ótimo, com preços altos, mas depois veio o inverno, que reduz a procura, e ainda as importações aumentaram, pressionando os preços para baixo.
O efeito foi sentido principalmente em São Paulo, onde as importações representaram quase um terço da produção local. Isso trouxe mais concorrência para os produtores brasileiros, que já estavam com vendas fracas por causa do frio.
Segundo Medeiros, as importações atrapalham a formação de preços e afetam a saúde financeira das empresas do setor. A concorrência com o peixe importado acontece justamente num momento em que o consumo está menor, o que deixa tudo mais difícil para o produtor brasileiro.
Menos importações e medidas dos estados ajudam na recuperação
Apesar das dificuldades, as coisas estão melhorando. As importações de tilápia do Vietnã diminuíram bastante nos últimos meses, o que é um bom sinal. Em julho, por exemplo, a redução foi de quase 29% em relação a junho.
No acumulado do ano, São Paulo e Santa Catarina são os estados que mais importam, mas em julho Santa Catarina comprou mais que São Paulo. Para a PEIXE BR, essa redução nas compras externas, junto com a retomada do consumo e as regras criadas por alguns estados para limitar a importação, deve ajudar os preços a se recuperarem.
Medeiros acredita que a tendência é de manutenção e até de recuperação dos preços no segundo semestre. As medidas dos estados ajudam a diminuir a pressão das importações sobre o mercado interno, criando um ambiente mais equilibrado para a produção nacional.
Sobre a PEIXE BR
A PEIXE BR é uma associação que trabalha há 12 anos pela piscicultura no Brasil, buscando melhorar a competitividade e o ambiente regulatório do setor, e promovendo o desenvolvimento sustentável e transparente da cadeia produtiva.

Francisco Medeiros, presidente da PEIXE BR (Ajustada por IA)


