A nutrição de precisão usa sensores, câmeras e inteligência artificial para monitorar os animais e ajustar a ração em tempo real, melhorando a eficiência e reduzindo custos nas granjas.
A evolução do melhoramento genético desenvolveu suínos com exigências nutricionais dinâmicas, tornando os sistemas tradicionais e estáticos de arraçoamento insuficientes para garantir a eficiência nas granjas. Para evitar o desperdício de ração e atender às necessidades individuais do rebanho, a nutrição de precisão tem utilizado ferramentas como inteligência artificial, microfones, câmeras e estações automatizadas que monitoram o comportamento dos animais e os fatores ambientais, permitindo a correção de desvios e o ajuste das dietas em tempo real.
A urgência de integrar essas tecnologias à rotina do campo foi o foco da palestra "Alimentação de precisão: sensores, conectividade e eficiência nutricional", apoiada pela Topigs Norsvin durante a programação do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). A empresa levou ao evento o professor e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bruno Silva, para conduzir o debate no terceiro dia do evento.
De acordo com o especialista, o uso de dados em tempo real substitui os modelos antigos e melhora a conversão alimentar. "Trabalhamos com curvas exatas, seguindo o padrão diário de exigência do animal, o que evita desperdícios e gera um impacto positivo na eficiência pelo gasto de ração. A associação dos registros captados pelos sensores por meio da inteligência artificial permite a tomada de decisão imediata na granja", explicou Silva.
- Suínos modernos precisam de dietas ajustadas diariamente, pois suas necessidades mudam.
- Sensores e câmeras monitoram o comportamento dos animais e o ambiente da granja.
- Inteligência artificial analisa os dados e ajusta a ração em tempo real, evitando desperdício.
- A nutrição de precisão melhora a eficiência alimentar e reduz custos para o produtor.
- O pesquisador Bruno Silva tem experiência internacional e trabalhou na Holanda.
O palestrante é zootecnista com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pelo Institut National de la Recherche Agronomique, na França. Ele acumula experiência internacional no setor, tendo atuado como pesquisador e gerente global de nutrição na Topigs Norsvin Internacional, na Holanda, antes de assumir a docência na UFMG e a coordenação do Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (NEPSUI).
Para o diretor de Negócios e Marketing Latam da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, o formato de participação no SBSS, que englobou também a rede de internet Wi-fi do evento, reflete o objetivo da empresa de entregar soluções aplicáveis ao produtor. "O SBSS é um dos principais palcos técnicos do setor e tivemos como estratégia oferecer conectividade e promover debates de alto nível. Ao levar a visão do professor Bruno Silva, seguimos com nosso foco de auxiliar o produtor a extrair o melhor resultado do pacote genético que entregamos ao mercado", avaliou Canedo.
Sobre a Topigs Norsvin
A empresa de genética suína Topigs Norsvin é reconhecida por sua abordagem inovadora na implementação de novas tecnologias e pelo seu foco contínuo na produção de suínos com a melhor relação custo-benefício.
Com um programa de genética robusto para fortalecimento dos seus produtos, a Topigs Norsvin faz com que os seus clientes obtenham um valor agregado significativo em sua produção. O melhoramento genético da Topigs Norsvin baseia-se em dois pilares fundamentais: sustentabilidade e eficiência, que se traduzem em um programa de genética balanceado e com maior rentabilidade.
Investimento em pesquisa e inovação
Pesquisa, inovação e disseminação de melhorias genéticas são os pilares da empresa, que investe mais de 34 milhões de euros em P&D ao ano. Mais informações: www.topigsnorsvin.com.br

Palestra do pesquisador da UFMG Bruno Silva detalhou, durante o 18º SBSS, a necessidade de atualização dos modelos utilizados na granja (Ajustada por IA)


