Durante a abertura do SIAVS 2026, o presidente da ABPA destacou que a liderança brasileira na produção de proteína animal foi construída com investimentos em genética, sanidade e inovação, e não herdada. Autoridades e especialistas discutiram o papel estratégico do setor para a economia e a segurança alimentar global.
Autoridades e representantes dos estados brasileiros marcaram presença na solenidade de abertura do maior evento das cadeias produtivas no Brasil, o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026. Com o auditório lotado, a cerimônia reuniu a força do agronegócio verde e amarelo no encontro que iniciou nessa terça-feira, 4, em São Paulo (SP), e se estende até quinta-feira, 6/8.
Em seu discurso inaugural, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou a consolidação do evento como o principal ponto de encontro do setor e uma vitrine da capacidade brasileira de produzir alimentos com qualidade e segurança. Nesse ano, mais de 400 empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países estão presentes no SIAVS, evidenciando a relevância da cadeia que fornece alimento para quase um bilhão de pessoas em todo o mundo.
- O Brasil fornece alimento para quase um bilhão de pessoas no mundo todo.
- O SIAVS 2026 reúne mais de 400 empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.
- A liderança brasileira foi construída com investimentos em genética, sanidade e inovação.
- As atividades de aves e suínos geram milhões de empregos e movimentam mais de US$ 33 bilhões em exportações.
- O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que o país tem condições de ampliar ainda mais sua liderança global.
Diante de um cenário internacional marcado por conflitos, barreiras comerciais e insegurança alimentar, o Brasil se tornou um dos poucos países capazes de garantir oferta contínua de proteína animal para os mercados interno e externo, ressalta Santin. Segundo o presidente da ABPA, essa liderança foi construída ao longo de décadas por meio de investimentos em genética, sanidade, tecnologia, inovação, integração entre produtores e agroindústrias e rigor nos controles sanitários. Como resultado, as atividades de aves e suínos geram milhões de empregos e movimentam mais de US$ 33 bilhões em exportações.
Isso mostra que a nossa liderança não foi herdada, mas construída por gerações de produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais que fizeram da produção de alimentos uma missão para o Brasil e para o mundo, enalteceu.
O papel estratégico da proteína animal na economia brasileira
Em seguida, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, fez um recorte sobre o papel estratégico da proteína animal para o desenvolvimento econômico do Brasil e destacou que o crescimento do agronegócio impulsiona a geração de empregos, renda e oportunidades em todo o país. Ao parabenizar a ABPA pela realização da maior edição da história do evento, o ministro ressaltou que o SIAVS evoluiu para se tornar um espaço que reúne toda a cadeia de proteína animal, fortalecendo a integração entre produtores, indústrias, pesquisadores, investidores, compradores internacionais e poder público.
O Brasil possui todas as condições para ampliar ainda mais sua liderança global na produção de proteína animal, apoiado em inovação, tecnologia, ciência, genética, sustentabilidade e credibilidade internacional, enfatizou. Esses atributos permanecem ao longo do tempo, pois o governo segue atuando para enfrentar desafios como as novas exigências regulatórias dos mercados internacionais, preservando o reconhecimento do sistema brasileiro de defesa agropecuária e da qualidade sanitária nacional.
O Brasil assumiu com responsabilidade a missão de alimentar o mundo. A grandeza de um país se mede pela sua capacidade de gerar oportunidades, produzir conhecimento e contribuir para a segurança alimentar global, discorreu.
Outro destaque da abertura foi a presença da senadora Tereza Cristina. Em seu discurso, a parlamentar falou sobre a importância da liderança da ABPA na defesa da produção brasileira e elogiou a atuação do presidente da entidade, Ricardo Santin, pela condução firme e coerente do setor. A senadora aproveitou o momento para ressaltar o trabalho dos produtores rurais, que acordam antes do sol nascer para garantir a produção de alimentos, e defendeu que o papel do poder público deve ser o de criar condições favoráveis para que o setor continue crescendo.
A produção de proteína animal transforma a realidade dos municípios brasileiros, promovendo geração de empregos, renda e melhoria dos indicadores de desenvolvimento, realçou.
Representando um dos principais estados produtores de proteína animal do país, o Paraná, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado federal, Pedro Lupion Mello, ressaltou que as cadeias da avicultura, suinocultura, pescado e as cooperativas desempenham papel fundamental na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
De acordo com o executivo, cabe à FPA assegurar um ambiente regulatório que permita ao setor continuar crescendo, reduzindo entraves burocráticos e assegurando condições para que produtores de todas as dimensões mantenham a competitividade da produção brasileira nos mercados nacional e internacional.
Nosso papel é garantir que a legislação não impeça quem produz de continuar gerando empregos, renda e alimentos para o Brasil e para o mundo. Precisamos assegurar competitividade para que o país continue exercendo sua liderança na produção de proteína animal e na segurança alimentar global, finalizou.
Competitividade e produtividade em debate
O professor do Insper Fernando Schuler abriu a conferência magna do SIAVS 2026 destacando que o Brasil precisa enfrentar seus desafios estruturais com reformas capazes de ampliar a produtividade, melhorar o ambiente de negócios e fortalecer a competitividade da economia. Segundo ele, o principal entrave do país está justamente na baixa produtividade, enquanto a cadeia de proteína animal se consolidou como exemplo de eficiência ao combinar investimento contínuo em tecnologia, inovação, gestão e abertura à competição internacional.
Schuler também alertou para os impactos da dívida pública, do alto custo do crédito e da perda de credibilidade fiscal sobre os investimentos e o crescimento econômico. Para ele, reformas administrativa, previdenciária e fiscal são fundamentais para garantir sustentabilidade às contas públicas e criar condições para a expansão da atividade produtiva, com o agronegócio como referência de desenvolvimento e geração de riqueza para o país.
Simpósio Ovos Brasil debate expansão e competitividade do setor
O crescimento do consumo de ovos no Brasil, a abertura de novos mercados internacionais e as estratégias para agregação de valor aos produtos estiveram entre os principais temas debatidos durante o Simpósio Ovos Brasil, realizado no primeiro dia do SIAVS. O encontro reuniu especialistas, produtores e empresas para discutir os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva de ovos em um momento de expansão do setor, marcado pelo fortalecimento do consumo interno e pelo avanço das exportações brasileiras.
De acordo com a coordenadora técnica da ABPA, Tabatha Lacerda, os temas foram escolhidos para oferecer uma visão ampla sobre o futuro da avicultura de postura e garantir competitividade e sustentabilidade da atividade nos próximos anos. O setor precisa estar preparado para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas, reforçou.
Sobre o SIAVS
O SIAVS (Salão Internacional de Proteína Animal) é o principal encontro das cadeias produtivas no Brasil, promovido pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). O evento reúne representantes da avicultura, suinocultura, bovinocultura de corte e leite, piscicultura e produção de ovos, conectando especialistas, lideranças empresariais, indústrias, fornecedores, pesquisadores e compradores nacionais e internacionais em um ambiente voltado à geração de negócios, inovação, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento do agronegócio brasileiro no mercado global.

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)






