A certificação RTRS, rastreabilidade e transparência estão ajudando o Brasil a se tornar um fornecedor importante de soja para os mercados mais exigentes do mundo, que querem produtos sustentáveis.
A sustentabilidade virou uma exigência para entrar nos principais mercados internacionais de soja. Nesse cenário, a Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS) tem um papel importante para mudar a forma de produzir. Com um selo de certificação reconhecido no mundo todo, a RTRS conecta produtores, empresas, bancos e compradores. Ela promove rastreabilidade, transparência e boas práticas, o que torna a soja brasileira mais competitiva lá fora.
- A certificação RTRS é a maior do mundo para soja responsável, e o Brasil lidera em hectares e toneladas certificadas.
- Produtores certificados recebem créditos que podem ser vendidos para empresas que querem apoiar a produção sustentável.
- Ter o selo RTRS ajuda os produtores a conseguir melhores condições de crédito em bancos.
- A RTRS foi criada em 2006, na Suíça, e reúne todos os envolvidos na cadeia da soja, do produtor ao consumidor.
- Além da certificação, a RTRS oferece uma plataforma online para rastrear a soja e uma calculadora para medir o impacto ambiental da produção.
Nos últimos anos, a cadeia da soja melhorou muito em áreas como rastreabilidade, controle de riscos ambientais, combate ao desmatamento e uso de boas práticas agrícolas. Isso porque compradores, investidores e consumidores estão cada vez mais exigindo cadeias produtivas mais abertas e sustentáveis. Provar que a soja veio de uma fonte responsável virou algo essencial para manter e aumentar os negócios.
Segundo Marina Muscolo, diretora-executiva da RTRS, produzir de forma responsável não é mais só uma questão de imagem, mas uma exigência do mercado. E o Brasil está muito bem nesse processo.
Marina explica que os produtores brasileiros estão investindo em eficiência, cuidado com o meio ambiente e transparência. Eles mostram que é possível ter produtividade, competitividade e responsabilidade social e ambiental ao mesmo tempo. Esse amadurecimento fez da certificação uma ferramenta importante para fortalecer a posição da soja brasileira no comércio internacional. A RTRS é hoje o maior padrão global de soja responsável e também lidera no Brasil em número de hectares e toneladas certificadas.
Impactos na gestão, otimização de recursos e cadeia de valor
A RTRS funciona como uma ponte entre a produção responsável e a demanda mundial. Seu selo de certificação é uma estrutura reconhecida internacionalmente, que prova que a soja foi produzida seguindo critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos. Isso dá mais credibilidade e valor à produção brasileira.
Um diferencial da certificação RTRS, diz Marina, é que ela foi construída por vários setores, com a participação de representantes de todos os elos da cadeia da soja. Além disso, os critérios são revisados de tempos em tempos e têm adaptações para cada país, para continuar alinhados com as mudanças nas práticas agrícolas, as demandas dos mercados e as diferentes realidades dos países produtores.
O processo de certificação ajuda a melhorar a gestão das propriedades, fortalece os controles internos, reduz riscos e otimiza o uso de recursos. Isso traz mais eficiência e uma visão mais estratégica da produção.
Além disso, os benefícios atingem os trabalhadores, as comunidades e toda a cadeia de valor, reforçando um modelo de produção mais forte e preparado para os desafios do futuro.
Outro ponto importante é que a certificação dá um benefício extra para os produtores: eles recebem créditos que equivalem ao volume de toneladas certificadas. Esses créditos podem ser comprados por empresas que querem apoiar a produção e o abastecimento responsáveis de soja, ou que desejam equilibrar o impacto do consumo dessas matérias-primas em suas cadeias. Assim, os créditos se tornam um incentivo econômico para que os produtores mantenham a certificação e continuem investindo em práticas sustentáveis.
A certificação também abre portas para benefícios financeiros, pois os produtores certificados costumam ser priorizados por instituições financeiras que consideram a gestão de riscos na hora de dar crédito e oferecer condições especiais.
Desafios e novos rumos desse cenário no Brasil
Para Marina, os produtores e empresas que não participam de iniciativas de certificação e rastreabilidade vão ter cada vez mais dificuldade para atender às exigências internacionais. Regulamentações, compromissos de empresas e critérios de sustentabilidade estão sempre aumentando os padrões exigidos pelos compradores. Provar a origem responsável da soja é um diferencial cada vez mais importante para ser competitivo.
Olhando para o futuro, a diretora-executiva acredita que rastreabilidade, transparência e comprovação independente das práticas sociais e ambientais vão se tornar requisitos básicos para o comércio internacional de soja. A RTRS continuará apoiando produtores, empresas e outros integrantes da cadeia para construir sistemas mais confiáveis, que atendam às demandas dos mercados globais.
Para Marina, o Brasil tem todas as condições para aumentar sua liderança na produção sustentável de soja. Com investimentos contínuos em certificação, rastreabilidade e melhoria das práticas produtivas, o país pode fortalecer sua posição como fornecedor estratégico de soja responsável, agregando valor ao produto e aumentando sua competitividade nos mercados mais exigentes do mundo.
Sobre a RTRS
A Mesa Global da Soja Responsável (RTRS) foi fundada em 2006, em Zurique, na Suíça. É uma associação internacional sem fins lucrativos que cria padrões confiáveis e desenvolve soluções para promover a produção, o comércio e o uso de soja sustentável.
Como uma mesa redonda global multissetorial, a RTRS atua por meio da cooperação entre os vários atores da cadeia da soja, da produção ao consumo. Ela oferece uma plataforma global de diálogo sobre soja responsável.
Como provedora de soluções, a RTRS desenvolve padrões de certificação para a produção de soja e para a cadeia de custódia. Também oferece ferramentas como a Plataforma Online, que permite rastrear e registrar as certificações, volumes de produção e material certificado, e a Calculadora de Pegada de Soja e Milho, entre outras.

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