O governo de São Paulo criou novas regras para ajudar os produtores a combater o greening, uma doença grave que ataca os pés de laranja, limão e tangerina e não tem cura. As medidas incluem a classificação das cidades em áreas de baixo ou alto risco, o que muda a obrigação de arrancar as plantas doentes. O objetivo é proteger a produção de frutas cítricas, que é muito importante para a economia do estado.
A Defesa Agropecuária criou regras para a produção de mudas de frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina. Essas normas foram atualizadas ao longo do tempo para se adaptar às novas necessidades de saúde das plantas e de organização do trabalho.
Cada muda que não segue as regras e é retirada de circulação é um risco a menos para os pomares de São Paulo. O greening não tem cura, por isso, comprar mudas de lugares certificados é a melhor forma de proteger a produção.
- O greening é uma doença sem cura que ataca pés de laranja, limão e tangerina.
- As mudas de frutas cítricas só podem ser vendidas por viveiros cadastrados e com certificado.
- Vender mudas na rua ou de porta em porta é proibido.
- Uma única planta doente no quintal de uma casa pode contaminar pomares inteiros a quilômetros de distância.
- A partir de julho de 2026, as cidades de São Paulo foram classificadas em áreas de baixo ou alto risco da doença.
Entre as regras para produzir mudas cítricas em São Paulo estão: o viveiro precisa ser fechado com telas para impedir a entrada de insetos que transmitem a doença, ter sistemas para desinfetar sapatos e ferramentas, e usar apenas mudas que venham de plantas-matriz cadastradas e fiscalizadas. Também é obrigatório ter um laudo que comprove que os lotes estão livres de doenças como Phytophtora e Nematoides, conforme a Portaria Defesa 14 de 2023.
A Defesa Agropecuária informa que é proibido vender mudas de laranja, limão, lima e tangerina na rua ou de porta em porta.
O vendedor deve ser cadastrado e dar um certificado de saúde da planta na hora da venda, garantindo que as mudas são sadias. É importante que as pessoas saibam que uma planta infectada com greening no quintal pode contaminar pomares comerciais que estão a quilômetros de distância.
Essas exigências fazem parte de um conjunto de ações do Governo de São Paulo para combater o greening, uma doença que ameaça a produção de frutas cítricas no mundo inteiro.
Novas diretrizes
No dia 6 de julho, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) a Portaria Defesa número 46 de 2026, que define como as cidades paulistas serão classificadas de acordo com a quantidade de greening. Agora, as cidades são divididas em locais de baixa ou alta incidência da doença, com base em dados colhidos pela Defesa Agropecuária a cada seis meses.
Segundo a Portaria, para classificar as cidades, serão considerados pelo menos 10% das propriedades cadastradas que têm plantação de citros. Outra forma é fazer uma pesquisa com uma amostra das propriedades, organizada pela Defesa Agropecuária.
Confira a publicação na íntegra em https://doe.sp.gov.br/executivo/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento/portaria-defesa-agropecuaria-46-de-03-de-julho-de-2026-202607031115312141964023
A classificação será revista todo ano, no mês de maio, usando os dados do ano anterior. A medida tem como objetivo incentivar as cidades onde a produção de citros tem grande importância econômica a reforçar com os produtores as ações de controle e, principalmente, de eliminação de plantas doentes em suas áreas de produção, destacou Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.
Com isso, a retirada de plantas doentes passa a ser diferente para cada tipo de área. Produtores que têm árvores adultas doentes em cidades com alta incidência não precisam mais arrancá-las obrigatoriamente. Nesses locais, a eliminação é exigida apenas para plantas novas, com até três anos. Já nas cidades de baixa incidência, a retirada de plantas doentes continua obrigatória para todas as idades.

Cada muda irregular retirada de circulação representa um risco a menos para a citricultura paulista. Foto: Divulgação/Governo de SP


