O confinamento de bovinos é uma técnica que acelera o ganho de peso, melhora o uso da comida e reduz o tempo até o abate. Com duração de 90 a 120 dias, o sistema oferece alimentação balanceada e controle total, aumentando a produtividade e a previsibilidade para o pecuarista, mas exige planejamento, instalações adequadas e acompanhamento técnico para evitar problemas de saúde nos animais.
Com duração média de 90 a 120 dias e ganhos de peso que podem chegar a mais de 1,5 kg por animal ao dia, o confinamento tem sido usado por pecuaristas que querem acelerar a engorda dos bois, melhorar o aproveitamento da comida e ter mais previsibilidade na produção.
"Nesse sistema, 100% da alimentação dos animais é fornecida no cocho. A viabilidade econômica tende a ser maior em propriedades com tamanho suficiente para dividir os custos fixos da estrutura e dos equipamentos, como misturador, cochos, silos e equipamentos de distribuição, além das despesas com a equipe", explica o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson.
- O confinamento dura entre 90 e 120 dias, e o animal pode ganhar mais de 1,5 kg por dia.
- A alimentação é controlada e balanceada, com alta energia, o que faz o boi engordar mais rápido.
- O sistema reduz a dependência do clima e das pastagens, permitindo produzir o ano todo.
- Animais confinados têm melhor conversão alimentar, ou seja, aproveitam melhor os nutrientes da ração.
- Para dar certo, é preciso ter instalações de qualidade, sombra, água limpa e acompanhamento técnico constante.
Entre as vantagens do confinamento estão a maior previsibilidade da produção e o melhor aproveitamento dos alimentos usados na dieta. A alimentação é balanceada e feita de acordo com as necessidades nutricionais dos animais. Com dietas de alta energia e monitoramento constante do consumo, os bovinos podem ganhar peso mais rápido e aproveitar melhor os nutrientes.
Marson explica que os animais confinados tendem a ter melhor conversão alimentar, usando de forma mais eficiente os nutrientes da dieta para ganhar peso. Para alcançar esse desempenho, o produtor deve oferecer uma dieta com alimentos proteicos, energéticos e fontes de fibra, além de núcleos minerais, vitaminas e aditivos necessários para o equilíbrio nutricional.
Ele destaca que outra vantagem do sistema é a menor dependência das condições climáticas e das pastagens, permitindo ao pecuarista manter um fluxo contínuo de produção ao longo do ano, atendendo às demandas do mercado com mais regularidade.
Em relação à redução da idade ao abate, a maior eficiência alimentar faz com que os animais passem menos tempo no sistema produtivo, ajudando a reduzir o ciclo de produção, aumentar o giro do capital investido e melhorar a relação entre os custos da dieta e as arrobas produzidas. Marson ressalta, porém, que os resultados positivos dependem do planejamento nutricional, da qualidade dos ingredientes usados, do manejo adequado dos cochos e do acompanhamento técnico permanente.
"A qualidade das instalações, a disponibilidade de sombra, água limpa e conforto térmico são fatores fundamentais para o sucesso do sistema, já que o estresse pode reduzir o ganho de peso e aumentar a ocorrência de doenças. É importante monitorar sempre indicadores como ganho de peso diário e o consumo de matéria seca para evitar falhas que possam comprometer a eficiência do sistema", alerta.
Outro ponto de atenção é o risco de dietas mal feitas, que podem causar problemas metabólicos, como acidose ruminal, redução do consumo de comida e queda no desempenho. Por isso, o balanceamento nutricional exige acompanhamento técnico e ajustes frequentes.
"Com uma equipe capacitada, planejamento nutricional e acompanhamento constante dos animais, o confinamento pode melhorar o desempenho sem deixar de lado o bem-estar e a sustentabilidade da produção", finaliza.

Sistema intensivo ajuda a impulsionar a produtividade do rebanho e acelera o ganho de peso dos animais




